Mulher que fingiu ter 12 anos é indiciada por faturar com falso câncer
Mirelle Pinheiro
Ela foi denunciada em Colombo (PR) por integrantes de um grupo de oração. A Polícia Civil do Paraná indiciou Amanda Maria por estelionato
14/07/2026 11:23
, atualizado 14/07/2026 11:36

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou por estelionato Amanda Maria Souza da Oliveira, a mulher que fingiu ser uma adolescente de 12 anos para enganar família em Joinville (SC).
Ela foi denunciada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, por supostamente ter enganado integrantes de um grupo de oração, em 2021, ao fingir estar com câncer terminal.
A coluna apurou que Amanda passou por interrogatório na última semana e negou os fatos a ela imputados no município. O indiciamento ocorreu na última sexta-feira (10/7). O inquérito foi encaminhado à Justiça do Paraná.
Relembre
Amanda foi presa em 2 de junho após investigações da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apontarem que ela havia assumido identidade falsa para se passar por uma menina de 12 anos.
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Segundo as investigações, ela se apresentou como “Gabriele” e afirmou ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual. A história sensibilizou integrantes de uma igreja de Joinville (SC), que passaram a ajudá-la financeiramente e oferecer abrigo.
Com o passar do tempo, uma família da comunidade religiosa a acolheu em casa. A mulher permaneceu por cerca de 14 meses no local, sendo tratada como filha pelos moradores, que chegaram a organizar uma festa de aniversário para celebrar os supostos 12 anos da adolescente e demonstraram interesse em formalizar sua adoção.
Para sustentar a farsa, ela alegava ser autista e possuir outras condições de saúde. Também justificava sua aparência adulta afirmando que traumas sofridos na infância teriam afetado seu desenvolvimento físico.
A investigação aponta ainda que a suspeita reproduzia comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e objetos de apego para dormir, além de afinar a voz e simular crises emocionais.
A fraude começou a ser desvendada após denúncia feita por um familiar do casal que a acolhia. Durante as diligências, a Polícia Civil confirmou que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 37 anos.
Em depoimento, ela confessou ter utilizado uma identidade falsa. A investigada foi indiciada pelos crimes de falsa identidade e estelionato.