Nepal continua a procurar 900 trabalhadores de centrais hidroelétricas desaparecidos após as cheias

🗓️ 2026-09-03 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

As cheias de 26 de agosto, um dos maiores desastres registados nos últimos anos na nação dos Himalaias, provocaram danos significativos em centrais hidroelétricas e outras infraestruturas

O Nepal continua esta quinta-feira à procura de cerca de 900 trabalhadores de centrais hidroelétricas cujo paradeiro é desconhecido, mais de uma semana depois das mortais cheias que devastaram o centro e norte do país, provocando até ao momento mais de 1.200 mortos e 4.200 desaparecidos.

As operações de busca, realizadas pelo Exército do Nepal em conjunto com especialistas internacionais, têm sido uma longa luta contra toneladas de lama para conseguir aceder a túneis subterrâneos ao longo da bacia do rio Trishuli, onde se acredita que possam estar dezenas de trabalhadores presos.

O Exército informou esta quinta-feira que dezenas de socorristas estão a trabalhar contra o tempo nas centrais Langtang Hydro, Chilime Hydro, no Projeto Hidroelétrico Rasuwagadhi e na Trishuli-3 'B'.

Na Trishuli-3 'A', cerca de uma centena de socorristas utilizaram cinco retroescavadoras e recorreram a explosivos desde a madrugada para tentar desbloquear a entrada de um túnel, segundo noticiou o meio de comunicação local Kantipur.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou na segunda-feira que 279 pessoas tinham sido resgatadas dos complexos hidroelétricos.

Especialistas da Índia, China e Coreia do Sul estão a trabalhar com as autoridades nepalesas nas operações de busca dos trabalhadores, depois de o país ter solicitado assistência internacional específica para intervir nos túneis afetados.

As cheias de 26 de agosto, um dos maiores desastres registados nos últimos anos na nação dos Himalaias, provocaram danos significativos em centrais hidroelétricas e outras infraestruturas, além de terem destruído habitações, estradas e pontes em vários distritos.

Pelo menos 1.252 pessoas morreram e 4.216 continuam desaparecidas, segundo o mais recente balanço do Nepal. No Tibete, região também afetada, as autoridades chinesas dão conta de 21 mortos e 541 pessoas que continuam por localizar.