Netanyahu considera declarações de Macron sobre Gaza "absurdo grotesco"

🗓️ 2026-09-22 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"O absurdo grotesco da declaração de Emmanuel Macron é impressionante", frisou Netanyahu, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro israelita.

O chefe do Executivo de Israel condenou os comentários de Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre esta semana em Nova Iorque, mencionando a morte de um cidadão francês às mãos de "um terrorista do Hamas" enquanto conduzia na Cisjordânia.

"Com o seu último suspiro, disse ao filho para fugir", relatou Netanyahu sobre um incidente ocorrido, segundo ele, dias antes da festividade judaica do Yom Kippur, ou Dia do Perdão.

"Os terroristas do Hamas realizam atentados contra judeus quase diariamente. Assassinaram inúmeros civis israelitas na Judeia e Samaria (termo usado pelos políticos em Israel para designar a Cisjordânia). A ignorância não é desculpa para apagar o sangue deles", apontou Netanyahu.

As suas declarações surgem depois de o Presidente francês ter denunciado, durante a 81.ª edição da Assembleia Geral da ONU, que a situação vivida no enclave palestiniano é um "espetáculo (que) envergonha a todos".

O responsável voltou a exigir o reconhecimento da Palestina como Estado, lembrando que a França e outros países deram esse passo há praticamente um ano, por ocasião da edição anterior do evento.

"Que credibilidade temos se continuamos sem agir perante o que acontece em Gaza? Há quem se vanglorie de uma suposta paz na Palestina (...), mas essa paz não reabriu as vias humanitárias. Este espetáculo envergonha-nos", sublinhou.

"Observem o que está a acontecer na Cisjordânia, onde ocorrem violações todos os dias, mas em nome de quê? (...) Trata-se de construir, dia a dia, o projeto de respeito pelo direito do povo palestiniano a existir, mas, ao mesmo tempo, trata-se das condições para a paz e para a segurança de hoje e de amanhã, tanto para Israel como para o seu povo", acrescentou.

Macron advertiu que "aqueles que dizem que a segurança de Israel implica violar os direitos dos vizinhos" estão, na verdade, a enfraquecer a segurança do país.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, que não distinguem civis de combatentes do movimento islamita, considerado terrorista por Israel, União Europeia, Estados Unidos e diversos outros países.

Desde o início do atual cessar-fogo, acordado em outubro do ano passado, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizaram mais de 1.300 palestinianos mortos em ataques das forças israelitas, não detalhando quantos eram combatentes do Hamas.

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