No Centro de Juiz de Fora, homem é agredido após ser acusado de furtar pacote de biscoitos
Um homem de 30 anos foi agredido após ser acusado de furtar um pacote de biscoitos em um estabelecimento comercial no Centro de Juiz de Fora. O caso aconteceu na sexta-feira (21) e, segundo a Polícia Militar (PM), teve início após uma discussão sobre a origem do produto. A vítima tinha uma nota fiscal que comprovava que havia comprado os biscoitos anteriormente em outro comércio.
De acordo com a PM, o homem entrou no estabelecimento com o pacote de biscoitos e, depois de comprar e pagar por outro produto no local, foi questionado por um dos envolvidos sobre a origem do alimento. Em seguida, durante a discussão, um segundo homem, de 37 anos, entrou no estabelecimento e deu um chute na região do peito da vítima.
Posteriormente, conforme informado pela coproração, o responsável pela abordagem foi informado de que o pacote havia sido comprado em outro estabelecimento e que havia uma nota fiscal comprovando a aquisição. Ele então reconheceu o equívoco e pediu desculpas.
A vítima relatou ter sentido dores e foi encaminhada para atendimento médico. Na unidade de saúde, ele passou por exame de raio-X, que não apontou lesões.
A ocorrência, segundo a polícia, provocou a formação de uma aglomeração de aproximadamente 30 pessoas nas proximidades do estabelecimento.
Os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia. Segundo a PM, foram confeccionados Termos Circunstanciados e, após as providências, as partes foram orientadas e liberadas.
Disk Racismo acompanha o caso
O Disk Racismo Ouvidoria Popular Antirracista de Juiz de Fora informou nesta segunda-feira (24) que está acompanhando o caso e realizando diligências por meio da equipe jurídica.
Segundo a advogada e coordenadora da entidade, Carina Dantas, a família relata que o episódio teria sido um caso de racismo seguido de agressão contra uma pessoa com deficiência (PCD).
À Tribuna de Minas, a entidade relatou que está prestando acompanhamento jurídico à família para a adoção das medidas cabíveis e também oferecendo acolhimento psicológico e assistência social à vítima e aos familiares.
Em nota, o Disk Racismo ressaltou que o relato apresentado pela família foi autorizado pelos familiares e que o caso ainda está sendo analisado pela equipe jurídica.
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