O novo amuleto chama-se Carlos e já marca aos 90': Real Madrid vence na estreia de Mourinho
Foi a 29 de agosto de 2010, há quase 16 anos. O Real Madrid visitou o Maiorca na primeira jornada da La Liga e, apesar de ter um onze inicial com Cristiano Ronaldo, Di María ou Higuaín e ainda Mesut Özil ou Benzema no banco, não foi além de um empate sem golos. Na estreia pelos merengues, meses depois de conquistar a Liga dos Campeões com o Inter Milão, José Mourinho não ganhou. Quase 16 anos depois, queria naturalmente fazer diferente.
Este sábado, na Catalunha, o Real Madrid visitava o Espanyol no primeiro jogo de José Mourinho na segunda encarnação nos merengues. Depois de ver adiado o encontro da jornada inaugural, tal como aconteceu com Barcelona, Atl. Madrid, Athl. Bilbao ou Valencia, o treinador português dava o pontapé de saída numa temporada que tem como objetivo prioritário reconquistar o Campeonato, superando os catalães, e como objetivo sempre presente reconquistar a Liga dos Campeões, onde o clube não passou dos quartos de final nos últimos dois anos.
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Para trás, claro, fica um verão quente. Depois da novela à volta da reeleição de Florentino Pérez e da ida de José Mourinho para o Bernabéu, que deixou Marco Silva à espera de assumir o Benfica, o treinador assistiu ao Mundial 2026 que Espanha venceu com a certeza de que o mercado de transferências estava a funcionar a seu favor. Chegaram Marc Cucurella, Carlos Espí, Dumfries, Bernardo Silva e Konaté, para além do milionário Yan Diomande, e a ambição de um universo que nas últimas épocas viu a era pós-Carlo Ancelotti esfumar-se entre Xabi Alonso e Álvaro Arbeloa tornou-se desmedida. Afinal, como o próprio Mourinho explicou na antevisão da estreia, no Real Madrid não há pressão — só adrenalina.
“Não diria pressão, diria adrenalina. Mas é algo positivo. É algo que quero e, no dia em que não sentir adrenalina, algo não está bem. Estou confiante no trabalho que temos feito e na ambição dos jogadores. Têm mostrado paixão a cada dia que passa e estamos convencidos de que vamos regressar com três pontos. Não sou de pensar no passado ou de sentir saudades. Saí de Portugal há 20 anos e só voltei por uns meses no ano passado. Não penso no que deixo para trás. Cada título do Real Madrid vinha acompanhado por uma chamada do presidente, mas eu respondia sempre ‘isso não tem nada a ver comigo’. Fico feliz que o meu trabalho tenha tido um impacto positivo, mas os títulos são do Carlo, do Zidane, dos jogadores e dos adeptos”, atirou o português, que nas últimas semanas tem estado nas bocas do mundo entre o documentário da Netflix que recorda praticamente toda a carreira e a longa e abrangente conferência de imprensa de apresentação.
Este sábado, contudo, o Real Madrid não estava na máxima força e ainda não contava com Éder Militão, Rodrygo, Raúl Asencio, Endrick ou Tchouaméni, todos lesionados. Assim, Mourinho apostava em Vinícius e Mbappé no ataque, com Jude Bellingham, Bernardo, Fede Valverde e Arda Güler no setor intermédio, sendo que Dumfries e Konaté eram ambos titulares e Cucurella, Diomande e Espí eram ainda suplentes. Do outro lado, num Espanyol que ficou no 11.º lugar na época passada, Manolo González lançava Roberto Fernández e Javi Hernández como elementos mais adiantados.
Hey, Jude ????
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A calma de quem festeja o primeiro golo do regresso ????#DAZNLALIGA pic.twitter.com/Vn7GTuA1vy
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Na Catalunha, os merengues abriram o marcador ainda dentro dos 10 minutos iniciais: Arda Güler cobrou um livre na esquerda e Jude Bellingham saltou mais alto do que todos os outros para cabecear e marcar (9′). À passagem da meia-hora, porém, Álex Calatrava apareceu na área a responder a um cruzamento de Javi Hernández na esquerda e atirou de primeira para empatar (30′). Ao intervalo, com Vinícius a pegar-se com os adeptos adversários depois de ouvir cânticos a recordar a Bola de Ouro que perdeu para Rodri e a levar ainda um pontapé de Calatrava, enquanto estava no chão, que promete fazer correr muita tinta, Real Madrid e Espanyol estavam empatados.
Na segunda parte, Mourinho mexeu pela primeira vez já depois da hora de jogo, lançando Marc Cucurella e Yan Diomande para a estreia nos merengues. O nulo mantinha-se e prolongava-se, com a memória daquele jogo em Maiorca há 16 anos a tornar-se cada vez mais irónica, e o treinador português colocou Alexander-Arnold, Eduardo Camavinga e Carlos Espí já nos últimos 10 minutos.
À beira dos descontos, foi mesmo o avançado de 21 anos que estava no Levante a tornar-se decisivo: lance de insistência na área e a bola sobrou para Espí, que atirou certeiro (90′). No fim, o Real Madrid venceu o Espanyol com sofrimento à mistura na Catalunha e José Mourinho conquistou a primeira vitória e os primeiros três pontos da nova reencarnação nos merengues — distanciando-se desde já do arranque em falso em 2010.
Cucurella e Diomande estreiam-se pelo Real.#DAZNLALIGA pic.twitter.com/jUWY0483Ya
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Carlos Espí a dar os 3 pontos ????
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