Novo ataque no estreito de Ormuz incendeia navio e faz dois feridos

🗓️ 2026-09-21 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O Irão não permite que os navios utilizem o estreito sem autorização e costuma atacar os que o tentam fazer.

Este incidente aconteceu menos de 72 horas após outros ataques na mesma zona.

Na sexta-feira, a Guarda Revolucionária do Irão reivindicou a interceção e ataque a um petroleiro com bandeira do Togo, justificando a ação com uma alegada "travessia ilegal" do estreito.

Esse navio também foi atingido por um projétil e sofreu um incêndio.

Dias antes, um ataque contra uma embarcação comercial perto da ilha iraniana de Qeshm provocou vários mortos e feridos graves.

A navegação no estreito de Ormuz permanece sob risco extremo, com o tráfego comercial reduzido a mínimos históricos devido à exigência iraniana de autorizações prévias para a travessia

Desde o final da semana passada, a UKMTO (UK Commercial Maritime Operations ou Organização Marítima e de Transporte Marítimo do Reino Unido) registou um fluxo de tráfego de menos de 10 navios diários no estreito de Ormuz, número significativamente inferior à média diária de mais de 30 embarcações reportada pelos Estados Unidos.

Os ataques ali registados "continuam a demonstrar a intenção do Irão de afirmar a sua presença ao longo de importantes rotas de trânsito e de manter a pressão sobre as embarcações que transitam pela área", declarou a UKMTO face à situação no estreito de Ormuz, onde mantém um nível de ameaça severo.

A agência apontou ainda que o estreito de Bab el-Mandeb, na costa do Iémen, se mantém sob controlo das forças Huthi "após os ganhos territoriais obtidos entre 10 e 12 de setembro", aludindo à ofensiva rebelde em direção à costa sudoeste do país.

"O tráfego comercial continua, assim, em níveis reduzidos, concluiu.

Após mais de seis meses de guerra entre os Estados Unidos e o Irão, as negociações estão paradas, e o conflito estendeu-se agora ao Iémen e à Arábia Saudita.

As trocas de ataques entre os Estados Unidos e o Irão voltaram a intensificar-se no final de agosto, após um mês de relativa calma, particularmente no estratégico estreito de Ormuz.

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