Número de professores insuficiente para o necessário

🗓️ 2026-09-07 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O estudo afirma que entre "2021 e 2025, diplomaram-se 9.466 novos professores, mais 1.585 do que no período de 2016 a 2020".

De acordo com a análise feita pela base estatística da Fundação Francisco Manuel dos Santos (Pordata), cerca de 40 por cento dos diplomados são educadores de infância e professores do 1.º e 2.º ciclos.

Quanto às disciplinas do 3.º ciclo e secundário há “apenas 20%” de diplomados.

Aqui são registadas as reduções mais acentuadas no número de professores diplomados nas últimas décadas. 

“Na disciplina de Física e Química, por exemplo, o número de diplomados passou de 703, em 2006-2010, para apenas 32, em 2016-2020.” Ainda assim, o ano letivo 2024/2025 indica uma inversão desta tendência em comparação com 2022/2023. 

Por exemplo, aumentou em 54 por cento o número de professores formados em Português e 55 por cento em Biologia e Geologia, face ao ano letivo de 2022/2023.

A conclusão do ensino

As regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve registam as taxas mais baixas de conclusão do estudo no ensino secundário. Em particular nas escolas públicas.

Enquanto na região Norte, em 2020/21, 81 por cento dos alunos concluíram o secundário nos três anos, no ensino público, na Grande Lisboa isso aconteceu a 67 por cento dos estudantes.

A diferença aumenta quando são analisados os números dos cursos profissionais: “75% nas escolas públicas do Norte face a 56% na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e no Algarve.

No entanto, a Pordata refere que, “apesar destas disparidades territoriais, as taxas de conclusão melhoraram de forma significativa entre os alunos que iniciaram o secundário em 2012/13 e os que entraram em 2020/21, em praticamente todas as regiões, modalidades e tipos de escola.”

Quanto ao 3.º ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos), o Norte e o Centro do país continuam a ter taxas de conclusão “acima da média nacional de referência, geralmente superiores a 90%.”

Neste mesmo nível de ensino, a Grande Lisboa e o Algarve ficaram “abaixo dos 85% em 2022/23.”