Estupros crescem em 2026 em SP; homicídios e roubos caem - 30/09/2026 - Cotidiano - Folha
O estado de São Paulo teve um aumento no número de registros de estupro tanto em agosto quanto no acumulado dos oito primeiros meses do ano, em comparação aos mesmos períodos do ano anterior, mostram estatísticas criminais publicadas nesta quarta-feira (30) pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).
Os dados também mostraram queda em outras estatísticas, como homicídios dolosos, roubos, furtos e latrocínios.
No estado, foram registrados 10.217 casos de estupro no acumulado do ano, contra 9.639 de 2025, um aumento de 6%. Em agosto, a alta foi de 4,3%, passando de 1.253 crimes em 2025 para 1.307 este ano.
O aumento foi maior na cidade de São Paulo. Foram 2.190 contabilizados de janeiro a agosto de 2026, contra 1.948 nos oito meses do ano passado, uma alta de 12,4%.
Levando-se em conta os dados apenas do mês de agosto, foram 283 este ano contra 243 de 2025, ou 17,7% de aumento.
No caso de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, houve um aumento de 8 vítimas em agosto do ano passado para 12. Dessas, 4 morreram na capital paulista, o dobro do registrado em 2025.
No entanto, houve queda no número de vítimas no acumulado de janeiro a agosto: passou de 94 em 2025 no estado para 59 este ano, queda de 37,2%. Na capital, a queda foi de 26 para 20 (23%).
Nos dados de homicídio, enquanto houve queda no acumulado de janeiro a agosto, eles mostraram um aumento na comparação do mês.
Em todo o estado, foram computados 200 homicídios em agosto de 2026 contra 193 de 2025 (alta de 3,6%). No acumulado, foram 1.549 este ano e 1.688 ano passado, uma queda de 8,2%. Na capital paulista, o acumulado foi de 350 para 304 (queda de 13,1%), e o mês teve um aumento de 8,3% (de 36 para 39).
Nos casos de feminicídio, os dados mostram que há um equilíbrio da estatística no estado. Foram 168 casos registrados de janeiro a agosto em 2025 contra 170 este ano. Somente em agosto, o número passou de 15 em 2025 para 19 este ano.
Na cidade de São Paulo, o acumulado passou de 42 para 34, com queda de 19%. Mas, no mês, o aumento foi de 3 casos em agosto de 2025 para 7 no mesmo mês deste ano.
Esses dados foram destacados pela SSP. A pasta disse que as prisões e apreensões por violência doméstica passaram de 1.865 para 2.487 nos primeiros oito meses do ano, um aumento de 33,4%.
Segundo a delegada Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), as Polícias Civil e Militar têm coordenado cada vez mais as estratégias de combate à violência doméstica.
"Esse é um fenômeno complexo, que envolve aspectos sociais, familiares e culturais, podendo se manifestar de diferentes formas, o que exige estratégias específicas de prevenção e proteção", afirma.
Outros dados citados pela pasta da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) foram as quedas de roubo e furto. A secretaria disse que o estado de São Paulo registrou em agosto o menor número de roubos em geral do ano, com uma redução de 20,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Foram 10.556 ocorrências no mês, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2001, ante 13.235 casos em agosto de 2025.
No acumulado do ano, os roubos em geral caíram de 112.766 em 2025 para 93.001 ocorrências em 2026, uma redução de 17,5%. Foi a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 100 mil registros nos oito primeiros meses do ano.
E os furtos em geral e de veículos recuaram no último mês e chegaram ao segundo menor patamar desde 2001. Os furtos em geral passaram de 45.670 para 37.023 registros, uma redução de 18,9%, enquanto os furtos de veículos caíram de 7.204 para 6.855 casos, recuo de 4,8%.
"As quedas dos índices são resultado da atuação diária das polícias nas ruas e do trabalho de investigação. A prisão de criminosos e a retirada de armas e veículos usados em ações criminosas ajudam a interromper a atuação desses criminosos. Nosso objetivo é ampliar esse trabalho e garantir mais segurança para a população", diz o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.