"Nunca pensei". Identificado autor da morte de duas irmãs nos EUA em 1973
Maggie e Mary Jenkins, de 16 e 18 anos, foram encontradas sem vida, na Florida, nos Estados Unidos, em maio de 1973. Mais de 50 anos depois, as autoridades acreditam ter descoberto quem foi o seu assassino.
As duas irmãs foram dadas como desaparecidas um dia depois de terem ido fazer uma caminhada, durante as férias. As jovens, naturais de Nova Jérsia, foram encontradas mortas numa zona florestal em Key Largo.
Agora, a 2 de setembro deste ano, a polícia de Monroe County anunciou ter descoberto quem tinha sido o autor do crime.
David Allen Snyder foi identificado como sendo o principal suspeito. O homem, contudo, morreu a outubro de 2008, sem nunca ter sido acusado pelo crime.
O duplo homicídio
As duas irmãs foram de férias para a Florida em maio e dadas como desparecidas um dia depois de terem sido vistas a sair para uma caminhada. Um desconhecido encontraria os seus corpos e alertou as autoridades. Tinham sido severamente agredidas e alvejadas com uma arma de fogo.
As investigações iniciais culminaram sem que se conseguisse apurar responsáveis. A irmã mais velha de Maggie e Mary chegou a ir para a Florida para tentar descobrir o responsável pelos seus próprios meios, mas recorda que as autoridades a mandaram regressar a casa.
As primeiras suspeitas
Em 2018, registou-se um avanço no caso, quando analistas forenses do departamento de polícia da Florida desenvolveram marcadores adicionais para um perfil parcial de ADN masculino, através de uma mancha de sangue recuperada da roupa de uma das vítimas, refere a People.
Em 2023, o Programa de Investigação Forense em Genealogia Genética do mesmo departamento aceitou o caso e colaborou com o laboratório forense privado Othram para desenvolver um perfil de ADN mais abrangente.
Os investigadores submeteram esse perfil a bases de dados de genealogia genética e realizaram pesquisas sobre a árvore genealógica, acabando por identificar David Snyder como um possível suspeito.
Já este ano, foram pedidas amostras de ADN de familiares do homem que permitiam confirmar que se tratava efetivamente do suspeito.
Irmã reage à descoberta
A irmã conta que a informação lhe foi transmitida por três policias que se dirigiram a sua casa para anunciar os avanços no processo.
"Fiquei chocada porque nunca pensei que ficasse resolvido", admite a mulher, referindo que espera que o homem tenha morrido com a consciência de que algo semelhante podia acontecer com alguém de quem gostasse muito.
"Sempre pensei: quem quer que tenha feito isto, espero que tema que, algures, alguém vá agarrar na sua filha ou neta e fazer-lhe o que aconteceu às minhas irmãs, porque foi monstruoso", atira.
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