"O ChatGPT está a silenciar uma geração inteira"
O CEO da OpenAI, Sam Altman, convidou o escritor e jornalista norte-americano, Dave Eggers, a falar perante os funcionários da empresa e, fiel ao que tem sido o seu percurso, o autor não perdeu a oportunidade para tecer duras críticas à Intenligência Artificial enquanto tecnologia.
Eggers, conhecido sobretudo pelo romance “The Circle” de 2013 onde faz críticas à indústria tecnologia, declarou que os textos gerados pelo ChatGPT, o resultado é uma “colagem sem sentido” - argumentando que ninguém terá interesse em ler livros criados com Inteligência Artificial.

As 5 dicas de que precisa para "dominar" o uso do ChatGPT
Como acontece com qualquer ferramenta, o ChatGPT é mais útil se souber como usá-lo da forma adequada. Para o ajudar a tirar o máximo partido da ferramenta de Inteligência Artificial do ChatGPT, temos 5 dicas para si.
Miguel Patinha Dias | 18:00 - 19/07/2026
Contou Eggers ao Financial Times que estas críticas levaram Altman a convidá-lo para uma pequena palestra na OpenAI, uma oportunidade que aproveitou para afirmar que a Inteligência Artificial seria devastadora para toda uma geração de jovens.
“O efeito que o ChatGPT está a ter na vida dos educadores é catastrófico”, declarou Eggers. “Intencional ou não, tornaram a vida de todos os professores infinitamente mais difícil do que era há dois anos. Pensem nisso… Se os estudantes estão a usar [o ChatGPT] para escreverem, que é uma grande tragédia, nunca aprenderão a escrever. E a voz ser-lhes-á roubada. Nunca terão a capacidade para comunicarem as suas verdades e contarem as suas próprias histórias. E isso é silenciar uma ou duas gerações inteiras”.
Portugueses recorrem a IA em vez de irem ao médico
Mais de metade dos portugueses (51%) considera recorrer à inteligência artificial (IA) em vez de consultar um médico, abaixo da média de 58% registada nos 20 países analisados num estudo hoje divulgado.
O relatório STADA Health Report 2026 coloca Portugal na 15.ª posição entre 20 países, numa tabela liderada pelo Cazaquistão (74%) e fechada pelo Uzbequistão (45%).
O estudo, realizado entre fevereiro e março de 2026 envolvendo cerca de 20.000 entrevistados, conclui que a abertura à utilização da IA na saúde é maior entre os homens, os mais jovens e as pessoas que recorrem à automedicação, sugerindo que uma maior familiaridade com a gestão autónoma da saúde favorece a aceitação destas ferramentas.

Telemóvel com IA ajuda a controlar doenças respiratórias em crianças
Investigadores do Porto e de Coimbra concluíram que a auscultação pulmonar através de telemóvel, combinada com inteligência artificial (IA), pode constituir uma alternativa para a telemonitorização respiratória pediátrica e que ao mesmo tempo empodera o utente, foi hoje revelado.
Lusa | 08:17 - 20/07/2026
Os resultados do inquérito mostram que 30% dos portugueses inquiridos usam IA para entender diagnósticos, 22% para prevenção, 13% para preparar uma consulta, 11% para segunda opinião, 6% para suporte em saúde mental, enquanto 49% não usam IA para saúde.
O relatório revela ainda que quatro em cada dez portugueses (41%) estariam dispostos a armazenar todo o seu historial e dados de saúde num sistema de inteligência artificial para melhorar o diagnóstico, a prevenção ou o tratamento, um valor próximo da média dos 22 países analisados (43%).
Como preocupações quanto à utilização da inteligência artificial na saúde, 61% dos portugueses inquiridos temem erros ou diagnósticos incorretos, acima da média dos 20 países (54%). Seguem-se as preocupações com a utilização indevida dos dados de saúde (46%), acima da média dos países analisados (41%), e com a redução da interação humana nos cuidados de saúde (43%), também acima da média (38%).
Apesar destas reservas, os portugueses reconhecem benefícios potenciais da utilização da IA. Mais de metade (51%) acredita que poderá contribuir para diagnósticos mais rápidos, acima da média dos países analisados (43%).

Coreano apanhado a usar óculos inteligentes em exame. Pode ser castigado
Durante um exame na Coreia do Sul, um homem foi apanhado a usar óculos com Inteligência Artificial para ter respostas. O caso não é único e poderá agravar-se à medida que mais empresas lançam os seus próprios óculos inteligentes.
Miguel Patinha Dias | 21:14 - 17/07/2026
Outros 38% esperam um acesso mais fácil aos serviços de saúde, incluindo em zonas rurais ou carenciadas, e 35% consideram que a tecnologia poderá ajudar os médicos a manterem-se atualizados sobre os mais recentes conhecimentos científicos.
Os dados sobre Portugal acompanham uma tendência identificada no conjunto do estudo: os mercados da Europa de Leste revelam maior abertura às consultas apoiadas por inteligência artificial do que os da Europa Ocidental.
Em comunicado, os autores do relatório salientam que a IA já faz parte da forma como os europeus gerem a sua saúde, sublinhando que 82% estão abertos à sua utilização nos cuidados de saúde e 55% já recorrem ativamente a esta tecnologia para questões relacionadas com a sua saúde.
Ainda assim, o relatório conclui que a confiança continua a centrar-se nas pessoas: 77% dos europeus recorrem ao médico de família ou a outros profissionais de saúde para tomar decisões relacionadas com a sua saúde, enquanto cerca de oito em cada dez preferem consultas presenciais.
Os resultados mostram também que os europeus não esperam que os profissionais de saúde recuem perante a crescente utilização da IA, mas sim que vejam o seu papel reforçado e adaptado.

Guterres alerta contra controlo da IA por "punhado de países ou empresas"
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou hoje para que não se permita a "um punhado de países ou empresas" controlar o futuro da inteligência artificial (IA), sublinhando que deve ser a humanidade a "moldar" essa tecnologia.
Lusa | 07:32 - 17/07/2026
"Perante a pressão crescente sobre os sistemas de saúde, os europeus assumem um papel cada vez mais ativo na gestão da sua saúde", com 78% a considerarem possuir os conhecimentos e os recursos necessários para cuidar de si próprios, enquanto 94% recorrem à automedicação para, pelo menos, alguns problemas de saúde.
Além disso, a maioria (85%) utiliza uma ou mais ferramentas de monitorização - desde dispositivos de acompanhamento da atividade física a equipamentos de medição para utilização doméstica - para acompanhar o seu estado de saúde, salienta o comunicado.
Se pudessem definir as prioridades enquanto ministros da Saúde, 58% dos europeus afirmam que investiriam no aumento do número de profissionais de saúde para reduzir os tempos de espera, enquanto 49% dariam prioridade ao reforço do acesso aos cuidados de saúde primários.
O estudo 'online' independente foi realizado pelo instituto internacional de estudos de mercado Human8, em nome do grupo farmacêutico internacional STADA, e decorreu na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Cazaquistão, Espanha, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia, Sérvia, Eslováquia, Suíça, Chéquia e Uzbequistão.
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