O que o futebol pode ensinar sobre investimentos em fundos

🗓️ 2026-07-17 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -
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Futebol e investimentos, existe semelhança nas estratégias? (Alan Thornton/Getty Images)

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Durante uma partida de futebol, nem sempre o time com os melhores jogadores vence. Estratégia, equilíbrio entre ataque e defesa, capacidade de adaptação e disciplina costumam pesar tanto quanto o talento individual. No mercado financeiro, a lógica é a mesma. Na hora de escolher um fundo de investimento, olhar apenas para a rentabilidade passada pode ser tão arriscado quanto apostar que um único jogo define o campeão de um campeonato.

Embora o desempenho histórico seja um indicador importante, especialistas afirmam que ele precisa ser analisado em conjunto com outros fatores, como a estratégia do fundo, o perfil do gestor e os objetivos do investidor. “Investir exige estratégia. Além dos resultados, é importante que o investidor avalie qual é o objetivo do fundo, quem está conduzindo a gestão e se a estratégia do produto está alinhada ao seu perfil e horizonte de investimento”, afirma Soraia Barros, gerente executiva de fundos de investimento da Anbima.

Diversificação funciona como a defesa de um time

Assim como uma equipe excessivamente ofensiva pode sofrer com contra-ataques, uma carteira concentrada em apenas um tipo de investimento fica mais vulnerável às oscilações do mercado. A diversificação continua sendo uma das principais recomendações para reduzir riscos. A ideia é combinar diferentes classes de ativos, como fundos de renda fixa, multimercados, ações, cambiais e imobiliários, respeitando sempre o perfil de risco do investidor.

Segundo Barros, o objetivo não é simplesmente aumentar a quantidade de aplicações, mas entender o papel que cada investimento exerce dentro da carteira. “Alguns produtos oferecem maior estabilidade, enquanto outros assumem mais risco em busca de retornos superiores. O importante é que esses investimentos se complementem.”

No futebol, o treinador define o estilo de jogo. Nos fundos, quem desempenha esse papel é o gestor, responsável por decidir onde os recursos serão investidos. Especialistas alertam, no entanto, que a reputação do gestor não deve ser o único critério de escolha. Também é necessário compreender a política de investimento do fundo. Fundos de renda fixa concentrados em títulos públicos de curto prazo, por exemplo, costumam apresentar menor volatilidade e retornos mais previsíveis. Já fundos de ações estão sujeitos a oscilações maiores, mas oferecem potencial de ganhos mais elevados no longo prazo. “O gestor é peça-chave para o desempenho do fundo, mas isso não exime o investidor de entender os riscos associados à estratégia do produto”, afirma Barros.

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Assim como um time depende de diferentes posições em campo, os fundos contam com profissionais que exercem funções distintas. O gestor é responsável pelas decisões de investimento. O administrador garante que o fundo opere de acordo com seu regulamento. Já o custodiante faz a guarda e o controle dos ativos adquiridos. Essa divisão cria mecanismos de supervisão e reduz a concentração de responsabilidades, tornando a estrutura do fundo mais segura para os investidores. Oscilações fazem parte tanto do futebol quanto dos investimentos.

Especialmente em fundos com maior exposição ao risco, períodos de desempenho abaixo do esperado nem sempre indicam que a estratégia deixou de funcionar. Muitas vezes, o comportamento reflete movimentos macroeconômicos ou ciclos naturais do mercado.

Por isso, especialistas recomendam analisar o histórico do fundo em diferentes cenários antes de tomar decisões motivadas por resultados de curto prazo.

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