O que Sergio Moro achou da fala de Milei sobre Lula
O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, saiu em defesa do presidente da Argentina, Javier Milei, ao comentar a repercussão das declarações feitas pelo líder argentino durante a convenção nacional do PL. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes, Moro afirmou que os ataques dirigidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisam ser analisados dentro do contexto político e sustentou que os resultados do governo Milei são mais relevantes do que a polêmica provocada pelo episódio. (este texto é um resumo do vídeo acima)
“Os méritos dele da administração transcendem muito esses episódios”, afirmou o senador, ao ser questionado sobre a participação do presidente argentino no evento que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à presidência da República pelo PL. Milei chamou Lula de “presidiário” e Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
Por que Moro relativizou a fala de Milei?
Na avaliação de Moro, a presença de Milei na convenção do PL não foi um episódio isolado. O senador argumentou que o contexto inclui manifestações políticas anteriores do presidente Lula em disputas eleitorais argentinas.
Segundo Moro, embora considere que autoridades estrangeiras não devam interferir em processos políticos de outros países, esse princípio deve valer de forma recíproca. “Se a gente não quer que venha uma autoridade estrangeira no nosso país para falar de eleições, tem a questão da reciprocidade”, afirmou.
O senador também ponderou que o ambiente de uma convenção partidária costuma ser marcado pela emoção, o que, em sua avaliação, pode explicar declarações mais contundentes. “Talvez ali, naquele momento de turbulência, naquele momento de emoção, tenha havido algumas palavras que não foram as melhores”, disse.
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O que Moro destacou no governo Milei?
Apesar da controvérsia diplomática, Moro concentrou sua avaliação na condução da economia argentina. O senador afirmou admirar as medidas adotadas por Milei para reduzir burocracias e controlar gastos públicos, além de citar a recuperação econômica do país como principal legado da atual administração.
Segundo ele, a Argentina vivia um cenário de grave deterioração econômica antes da posse de Milei e passou a trilhar um caminho de crescimento e redução da pobreza. Moro também afirmou que pretende aplicar princípios semelhantes em um eventual governo no Paraná.
Milei ajuda ou atrapalha o projeto do PL?
Questionado por Raquel Novaes sobre o impacto político do apoio internacional de uma liderança considerada controversa, Moro avaliou que a presença de Milei beneficia mais do que prejudica o projeto eleitoral do PL.
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Na visão do senador, o eleitor brasileiro tende a valorizar os resultados econômicos atribuídos ao presidente argentino. Moro voltou a criticar a situação econômica do Brasil, mencionando juros elevados, endividamento das famílias e alta dos preços dos alimentos, e afirmou que o exemplo argentino reforça a necessidade de mudanças na condução econômica do país.
“Eu vejo como positiva, sim, a vinda dele. Não acho que isso afaste eleitor”, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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