O troféu especial de Diogo que foi uma homenagem ao avô: a semana díficil do capitão que se tornou o centro das atenções

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Soava, e muito, a despedida. No final do encontro, vários jogadores do FC Porto foram-se aproximando de Diogo Costa para dar um abraço especial depois da conquista da Supertaça com o triunfo por 1-0 frente ao Torreense. Seria isso o sinal de um fim de ciclo no Dragão? Até 31 de agosto, será complicado responder a essa questão com 100% de segurança. Para já, não. E aquilo que aconteceu mais não foi do que a expressão do sentimento dos companheiros junto do seu capitão numa semana difícil para o guarda-redes.

Mais um título que foi conseguido há 373 dias em Copenhaga (a crónica do FC Porto-Torreense)

Depois de ter sido o último a regressar de férias, na sequência da participação no Mundial, Diogo Costa, que trabalhou para poder entrar já nas opções no encontro inicial da época (ainda mais perante a lesão contraída por Cláudio Ramos, que afastou o número 2 da baliza da ficha de jogo), perdeu o avô nos últimos dias, num momento que foi muito sentido no balneário dos azuis e brancos. Foi por isso que, após o apito final, alguns jogadores como André Silva, João Afonso, Borja Sainz ou Nehuén Pérez, além de vários elementos do staff técnico, fizeram questão de saudar de forma especial o guardião e capitão de equipa.

A minha maior motivação será dar o meu melhor para ganhar o jogo e para homenageá-lo como ele gostava, como portista que era”, admitira Diogo Costa no lançamento da final da Supertaça.

No final da partida, Francesco Farioli foi questionado mais uma vez sobre a possibilidade de poder perder Diogo Costa ainda neste mercado, relativizando essa hipótese… para já. “Cheirava a despedida? Isso não dou como certo. Sobre esse assunto, sei que vai ser um tema de conversa. Sabe, não é como se a cada hora fôssemos ter novidades ou coisas novas a acrescentar. Por isso, acho que já me expressei em bom som e de forma muito clara. Honestamente, não tenho mais nada a acrescentar”, disse primeiro à SportTV.

“Se estou preparado para perder o Diogo Costa ou o Froholdt? Eu diria absolutamente que não, mas depois o futebol é o futebol, nós nunca sabemos. São dois jogadores muito importantes para nós. Depois, sabemos como é o mercado, conhecemos as dificuldades quando o mercado está aberto, as oportunidades que podem surgir. Vemos os números que estão a circular, especialmente no mercado da Premier. Por isso, é assim que é. Penso que ambos estão felizes, querem ficar. O Victor [Froholdt] posicionou-se claramente no fim da época e fez o mesmo este ano. Para o Diogo é o mesmo, por isso realmente acredito, espero e desejo que, para nós, eles vão ficar connosco para toda a época”, acrescentou depois em declarações à RTP.

O técnico italiano, que conquistou o segundo troféu pelo FC Porto depois do Campeonato, abordou também a lesão de Jan Bednarek, central que se lesionou logo nos minutos iniciais ao ficar com o pé preso no relvado apesar de ter saído apenas ao intervalo. “Não foi fácil jogar naquele relvado, viu-se quantas vezes os jogadores escorregaram. Tivemos a lesão do Bednarek, que esperamos não ser nada de grave, mas ele fez uma espécie de torção no joelho. Por isso, amanhã [domingo] temos de avaliar melhor a situação”, comentou. “A este nível e numa prova como esta, o relvado tem de estar em melhores condições. Precisamos de melhores circunstâncias. O Jan lesionou-se e não quero culpar o relvado, mas é possível que tenha tido influência. Ainda assim, estou satisfeito por termos conseguido a vitória”, referira Froholdt.

À margem desses temas, outros jogadores do FC Porto foram falando na RTP e na SportTV após o triunfo na Supertaça. “É muito importante começar com um título e o mesmo futebol da época passada. Estou muito feliz por pertencer ao clube mais titulado de Portugal, mas será uma época muito difícil e temos de estar ao nosso melhor nível. Plantel? É importante manter a base para as nossas ambições. A união é grande e é bom manter. Favoritos? Não existe ninguém mais favorito a vencer o Campeonato, é sempre muito difícil e temos de mostrar diariamente a nossa candidatura. Diogo Costa? É um dos melhores do mundo. Sabemos que teve algumas questões pessoais nos últimos dias, mas estamos do lado dele para o ajudar da maneira que for preciso”, referiu Pepê, que fez a assistência para o único golo de Froholdt.

“O FC Porto está habituado a vencer. Somos o clube mais titulado em Portugal. É o meu primeiro título na equipa principal e estou muito feliz. Os jogadores e o que o técnico pede é completamente diferente, mas o ADN do clube e da cidade é o mesmo. Venho para respeitar as exigências e ajudar. Diogo Costa? Não me confidenciou nada, mas se tivesse também não iria dizer. Espero continuar com ele. É dos melhores do mundo e o nosso capitão, por isso também é muito falado. Título? Nunca houve favoritos em relação ao título. É um espaço onde temos de lutar a dobrar e é isso que vamos continuar a fazer”, apontou André Silva, que assinalou o regresso aos azuis e brancos mais de uma década depois com a conquista de um título.