Newsletter/ O Zé fez 25. E, à segunda temporada, foi pai

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Fotografia de Sara Antunes de Oliveira

Era quase inevitável: por causa do sucesso da primeira temporada, mas também pela forma como o podcast O Zé Faz 25 terminou, com o protagonista ainda em parte incerta e os autores do rapto por identificar, tínhamos mesmo de ter uma segunda temporada daquela que foi a primeira experiência do Observador em podcasts de ficção.

Numa nova produção conjunta com a Coyote Vadio, lançámos na semana passada O Candidato Perfeito, uma nova série de oito episódios que seguem a história da primeira, mas, paralelamente à investigação policial, centram-se na candidatura do pai do Zé, o engenheiro Vicente Valbom, à Câmara Municipal de Lisboa — juntando, assim, uma espécie de thriller político, com todo o circo mediático e jogos de bastidores característicos de uma campanha eleitoral.

O elenco é uma mistura de atores consagrados, como José Raposo, Carla Andrino, Sara Matos ou Madalena Almeida, e outros mais jovens, como Susana Brandão, Vera Moura ou Fábio Baptista. E há personagens novos: a assessora de Valbom, que não vai olhar a meios para eleger o candidato; uma nova inspetora da Polícia Judiciária, que vai tomar conta da investigação e desafiar o inspetor veterano que ficou com o caso na primeira temporada (e não o conseguiu resolver) ou a mãe do Zé (protagonizada pela atriz Carla Andrino), que vai finalmente aparecer, para deixar o ex-marido, o candidato Vicente Valbom, muito desconfortável.

Como também há vários pequenos papéis, os próprios criadores da série tiveram de entrar para assegurar participações especiais muito curtas. Assim, o realizador e coargumentista Manuel Pureza fez de agente da polícia, mas também de “capanga”, speaker de comício, condutor, voz de anúncio na televisão ou segurança. O outro autor dos guiões, David Neto, fez de técnico do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, agente da polícia e também de “capanga”. E o nosso sonoplasta, Artur Costa, tanto foi secretário do candidato Vicente Valbom, como “guna”. Isto além de jornalistas do Observador — alguns, com vozes muito conhecidas — que ajudaram a recriar noticiários para alguns episódios.

E, claro, também voltou Tiago Teotónio Pereira, o Zé, protagonista da primeira temporada. Nas gravações, que duraram oito dias, para ultrapassar as dificuldades de trabalhar apenas com a voz, foi dos mais “físicos” na performance. Pelo menos, creio que foi o único a fazer, efetivamente, flexões de braços enquanto dialogava com um companheiro de cela, no segundo episódio, para o esforço que se ouve na voz ser o mais realista possível.

Na verdade, as flexões de braços podem ser muito úteis — por exemplo, para embalar bebés. O que é que isso tem a ver com o lançamento do podcast? Tudo.

Como é habitual, quando estreamos um novo podcast de ficção (ou Plus), damos destaque à estreia nas manhãs da Rádio Observador e convidamos sempre um ator para a conversa. Neste caso, convidámos Tiago Teotónio Pereira para estar connosco na rádio às 9h da manhã do dia 10 de julho.

Na véspera, Manuel Pureza, realizador e coargumentista, ligou ao João Santos Duarte, subdiretor, e deixou um alerta: o Tiago estava à espera de ser pai por aqueles dias, podia acontecer a qualquer momento. O João, que é um optimista irreparável, respondeu: “Qual é a probabilidade de isso acontecer precisamente na manhã da estreia do podcast?”

Na manhã da estreia do podcast, uma foto enviada do hospital, onde o Tiago já estava, confirmou que há probabilidades incríveis: Gabriela, a terceira filha de Tiago Teotónio Pereira e Rita Patrocínio, nasceu precisamente nesse dia.

(O segundo episódio foi lançado esta semana, mas não se esqueça de que, como é assinante do Observador, já pode ouvir todos de seguida.) 

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