"Obviamente". Infantino recandidata-se à presidência da FIFA
Gianni Infantino colocou, esta sexta-feira, um ponto final no 'suspense', ao tornar pública a decisão de candidatar-se a um terceiro mandato na presidência da FIFA, apesar das pressões de que tem vindo a ser alvo, ao longo dos últimos meses, por conta das diversas polémicas que derivaram do Campeonato do Mundo.
"Bem, em primeiro lugar, eu sou o presidente da FIFA eleito por 211 federações-membro. Estou a falar a muitas, muitas delas, de todo o mundo, e posso desfrutar de um grande apoio de todas elas. Provavelmente, também graças ao ótimo trabalho que temos feito, ao longo dos dez últimos anos, no lado desportivo, da governação e comercial, que também é apreciado", afirmou, num vídeo divulgado pela estação televisiva britânica Sky Sports.
"Por isso, obviamente, eu vou ser candidato às eleições de 18 de março do próximo ano, obviamente. E, na verdade, o meu programa - ou o slogan do meu programa, se assim quiserem, é muito simples, mas também muito claro: 'O futebol pertence a toda a gente e a todos os sítios do mundo'. É nisso que nos baseamos. É nisso que eu me baseio, enquanto presidente da FIFA", prosseguiu.
"É isso que nós queremos fazer, na FIFA. Na FIFA, queremos criar oportunidades para todos, em todo os lados do mundo, em todos os cantos do mundo. Nós queremos ter os recursos necessários para toda a gente, em todos os cantos do mundo. Nós queremos dar a toda a gente a oportunidade de sonhar, de participar, de jogar, de evoluir, de encurtar o fosso entre os grandes e todos os outros. E é isso que eu vou continuar a fazer", completou.
Esta tomada de posição pública por parte de Gianni Infantino surge menos de uma semana depois de um porta-voz da FIFA ter enviado uma curta nota à agência noticiosa francesa AFP, dando conta da intenção do próprio: "O presidente da FIFA anunciou em abril que concorreria à reeleição em 2027. Obviamente, nada mudou. O Sr. Infantino concorrerá à reeleição".
Quem faz frente a Gianni Infantino na FIFA?
As eleições para a presidência da FIFA, recorde-se, estão agendadas para 18 de março de 2027. O prazo para a apresentação de candidaturas termina já no próximo dia 18 de novembro, mas, apesar de ainda não ter surgido qualquer tipo de alternativa a Gianni Infantino, tudo aponta para que o cenário venha a mudar, dentro em breve.
O advogado chegou a ter na mão cartas de apoio formais de praticamente todas as 211 federações-membro que compõem o organismo que rege o futebol internacional, mas várias delas, como Inglaterra, França, Bélgica, Escócia ou Suécia, já vieram a público comunicar a decisão de as retirar.
Na base da revolta (quase) generalizada está, sobretudo, a tão badalada tentativa de criação da FIFA Forward Enterprise, subsidiária que teria como objetivo agregar as operações comerciais das competições pela FIFA organizadas (entre elas, o Campeonato do Mundo) para, de seguida, abrir a mesma à participação de investidores privados.
O projeto foi delineado sem a devida consulta das partes interessadas (nomeadamente, as confederações), e causou tamanha indignação que UEFA, CONCACAF e AFC rapidamente se opuseram, ameaçando com um boicote ao Campeonato do Mundo de 2030, pelo que Gianni Infantino não teve alternativa a não ser recuar.
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