Oito países acusam Israel de minar plano de paz para Gaza

🗓️ 2026-08-06 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"A continuidade destas violações constitui um claro incumprimento das obrigações de Israel perante o direito internacional e do plano abrangente para pôr fim ao conflito em Gaza", declararam os ministros dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito, numa declaração conjunta.

Os signatários afirmaram que a situação está "a minar os esforços internacionais e regionais para implementar a segunda fase do plano de paz para Gaza e ameaça fazer descarrilar o processo político, reacender o ciclo de escalada e agravar a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza".

Os oito países salientaram ainda que as ações israelitas em Gaza "não podem ser consideradas isoladamente dos ataques dos colonos na Cisjordânia ocupada, da expansão ilegal dos colonatos e das medidas unilaterais destinadas a alterar o 'status quo' em Jerusalém Oriental ocupada".

Os ministros dos Negócios Estrangeiros consideraram que "estas práticas, em conjunto, constituem uma política sistemática que procura impor um facto consumado pela força, minar os fundamentos da solução de dois Estados e marginalizar os direitos legítimos do povo palestiniano, em flagrante violação do direito internacional e das resoluções relevantes das Nações Unidas".

Na declaração, os responsáveis apelaram à comunidade internacional, concretamente ao Conselho de Segurança da ONU, para que "adote medidas práticas e eficazes para compelir Israel a cumprir as suas obrigações perante o direito internacional" e para que "responsabilize os culpados por violações graves".

"Isto é essencial para proteger a população civil, preservar as perspetivas de plena implementação do acordo e alcançar um cessar-fogo duradouro", acrescentaram no comunicado.

Esta declaração surge depois de ministros dos Negócios Estrangeiros e representantes de 14 países, reunidos na quarta-feira em Amã, terem concordado em lançar uma "iniciativa conjunta" para "mobilizar uma ação internacional eficaz" a fim de compelir Israel a cessar as suas "práticas ilegais" em Jerusalém Oriental.

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