OMS exige transparência à Rússia após morte de trabalhadora de instituto que investiga a peste pneumónica
A OMS acrescentou que ofereceu apoio técnico à Rússia, ao mesmo tempo que solicitou informações adicionais para determinar qual o agente patogénico que levou à adoção das medidas de saúde pública
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou esta quarta-feira que a Rússia garantiu ter seguido todos os protocolos sanitários internacionais após a morte por pneumonia grave de uma trabalhadora de um instituto de investigação sobre a peste naquele país, mas considerou que Moscovo deve partilhar mais informações de forma "transparente".
"A partilha rápida, completa e transparente de informações no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional é essencial para esclarecer informações contraditórias e permitir uma avaliação precisa dos possíveis riscos para a saúde pública", declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O responsável relatou que as autoridades de saúde russas comunicaram à OMS ter realizado uma investigação epidemiológica, aplicado medidas de prevenção e controlo e submetido a vigilância médica e testes os contactos identificados da trabalhadora, que morreu no passado dia 2.
Segundo a informação transmitida pela Rússia à OMS, "não foi registado recentemente qualquer caso de peste na região de Irkutsk (onde se encontra o laboratório) e também não foram detetados agentes patogénicos de elevada perigosidade entre os contactos", pelo que a vigilância médica de todos eles foi concluída, afirmou Tedros numa publicação nas redes sociais.
A OMS acrescentou que ofereceu apoio técnico à Rússia, ao mesmo tempo que solicitou informações adicionais para determinar qual o agente patogénico que levou à adoção das medidas de saúde pública, bem como para esclarecer as informações sobre um alegado segundo trabalhador do mesmo centro de investigação com uma pneumonia de causa indeterminada.
As primeiras informações divulgadas pelos meios de comunicação apontavam para um possível caso de peste pneumónica — uma forma de peste que pode ser transmitida entre pessoas quando uma pessoa infetada tosse ou espirra — após uma alegada exposição acidental no laboratório.