OpenAI garante que modelo resolveu um velho problema mas suscita menção a plágio
A OpenAI anunciou terça-feira que um dos seus modelos de inteligência artificial (IA) resolveu um problema matemático com mais de um século de existência, enquanto um par de investigadores evocou um eventual plágio dos seus trabalhos.
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A equação designada de Navier-Stokes incide sobre o movimento dos fluidos (gás e líquidos) e a capacidade de o antecipar. Serve para aplicações como modelos meteorológicos ou a conceção de uma asa de avião.
Foi construída pelo matemático e engenheiro francês Henri Navier, em 1822, e completada pelos trabalhos do físico e matemático George Gabriel Stokes, que lhe deu a forma definitiva em 1845.
A sua importância foi de tal modo considerada que foi selecionada, em 2000, pela organização para a investigação Clay Mathematics Institute entre sete problemas cuja resolução valeria ao seu autor um prémio de um milhão de dólares.
A OpenAI garantiu que resolveu a equação em apenas 88 horas através de um modelo “com capacidades significativamente mais elevadas do que o GPT-6 Astra”, o seu último produto lançado há menos de uma semana.
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Para o conseguir, o modelo utilizou mais de dez mil agentes de IA a trabalhar de forma concertada e produziu mais de 130 mil milhões de ‘tokens’, unidade de base que permite medir o volume do conteúdo gerado.
O custo da potência de cálculo utilizada para atingir o objetivo elevou-se a “milhões de dólares”, quantificou Mark Chen, dirigente da investigação na OpenAI, durante uma reunião com jornalistas.
“É uma etapa significativa da investigação IA”, estimou, acrescentando que “é a promessa que vai ser possível responder a outras questões das mais complexas”.
Horas antes do anúncio da OpenAI, o matemático australiano Tristan Buckmaster publicara uma mensagem a interrogar-se sobre o projeto da OpenAI, de que tinha tomado conhecimento, vendo nele similitudes com os seus próprios trabalhos.
Com outro matemático, Levent Alpöge, empregado da Anthropic, tinha retido hipóteses diferentes das escolhidas por todos os outros investigadores para resolver o problema de Navier-Stokes.
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Na sua opinião, o modelo da OpenAI usou a sua pista para chegar à solução.
Tendo utilizado o Codex, a IA da OpenAI dedicada à programação, para o seu projeto, Tristan Buckmaster perguntou à empresa se os seus dados tinham sido utilizados na internet para treinar o seu modelo.
“Para sermos larós, não utilizámos as suas instruções ou os seus resultados para dirigir os nossos modelos e os nossos agentes”, garantiu um investigador da OpenAI, Sébastien Bubeck, aos jornalistas.