Otan aciona caças para derrubar drone que entrou no espaço aéreo da Letônia
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Caças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) derrubaram um drone que entrou no espaço aéreo da Letônia, informou nesta sexta-feira, 14, o Ministério da Defesa do país. A vizinha Finlândia também impôs restrições temporárias ao tráfego aéreo e marítimo como medida preventiva, de acordo com as Forças Armadas.
“Os caças (da Otan) conseguiram derrubar um avião não tripulado estrangeiro que havia entrado na Letônia”, escreveu o ministério letão em sua conta no X (ex-Twitter), após uma primeira informação do Exército da república báltica.
A aliança militar atlântica indicou, por sua vez, que um caça italiano, sob seu comando, derrubou um drone, mas não especificou a origem do equipamento.
“Uma investigação está em curso e a Otan está em contato estreito com as autoridades letãs”, afirmou a porta-voz Allison Hart.
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Guerra no Leste Europeu
A interceptação acontece em um momento de crescente preocupação na Europa com as atividades de drones vinculados à guerra entre Rússia e Ucrânia. A Letônia fica aproximadamente na metade do caminho entre o território ucraniano e a cidade russa de São Petersburgo. Em junho, aviões franceses que atuam na missão de vigilância da Otan no Báltico derrubaram outro drone na Letônia, a primeira interceptação do tipo no país.
Na semana passada, autoridades da Alemanha anunciaram ter encontrado um drone carregado com explosivos no aeroporto de Leipzig, no leste do país, que, segundo a imprensa local, tinha como alvo um avião de carga ucraniano que levava munições.
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Antes disso, no final de julho, um míssil balístico russo Kh-101 caiu em uma área rural na Polônia, abrindo uma cratera de 10 metros, mas sem deixar vítimas. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, a violação do espaço aéreo da Otan ocorreu durante um ataque em larga escala contra o território ucraniano.
Nesta sexta-feira, a Rússia, por sua vez, anunciou ter derrubado 54 drones ucranianos na região de Leningrado e relatou um incêndio no porto de Ust-Luga após o ataque.
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