OVNIs, fotografias e casos sem explicação: EUA divulgam novo lote de documentos secretos
Fotografias, vídeos, relatos de pilotos e documentos que durante anos permaneceram nos arquivos do Governo dos EUA estão a ser colocados à disposição de qualquer pessoa que queira tentar responder a uma velha pergunta: afinal, o que foi visto?
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O Pentágono divulgou esta sexta-feira o sexto conjunto de documentos desclassificados sobre fenómenos anómalos não identificados, conhecidos pela sigla UAP — a designação atualmente utilizada pelas autoridades dos EUA para aquilo a que tradicionalmente se chamou OVNIs.
E o arquivo ainda está longe de estar fechado.
Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, confirmou que o Departamento de Defesa e outras agências federais já estão a trabalhar na próxima divulgação.
Os documentos fazem parte do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE), programa criado pela Administração de Donald Trump para localizar, rever, desclassificar e publicar informação governamental relacionada com fenómenos aéreos cuja natureza não foi determinada.
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O que há afinal nestes arquivos?
A base de dados reúne documentos históricos, fotografias, vídeos e outros registos provenientes de diferentes organismos do Governo dos EUA.
Participam no processo, entre outros, o Pentágono, o gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, a NASA, o FBI e o Departamento de Energia.
O objetivo é gigantesco.
Segundo o próprio Pentágono, dezenas de agências estão envolvidas na identificação e análise de dezenas de milhões de registos acumulados ao longo de várias décadas, muitos dos quais existem apenas em papel.
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Daí que os documentos estejam a ser divulgados por fases.
A primeira vaga foi publicada a 8 de maio. Seguiram-se novos lotes a 22 de maio, 12 de junho, 10 de julho e 7 de agosto. Esta sexta-feira chegou o sexto.
E haverá mais.
Mas são provas de extraterrestres?
Não.
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É precisamente aqui que importa distinguir aquilo que os documentos mostram daquilo que ainda não permitem concluir.
O Pentágono explica que os casos disponibilizados no arquivo permanecem “não resolvidos”, o que significa que as autoridades não conseguiram determinar definitivamente a natureza do fenómeno observado.
Isso pode acontecer simplesmente porque não existem dados suficientes para chegar a uma conclusão.
Portanto, a classificação como UAP não significa que o objeto ou fenómeno tenha origem extraterrestre. Significa apenas que, com a informação disponível, continua sem uma identificação definitiva.
O Governo dos EUA está inclusivamente a convidar especialistas externos a analisar os materiais publicados e a contribuir com informação ou conhecimentos que possam ajudar a esclarecer alguns dos casos.
Então onde entram os extraterrestres?
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Na própria ordem dada por Donald Trump.
Ao anunciar a iniciativa, o presidente dos EUA determinou que fossem identificados e divulgados ficheiros governamentais relacionados com “vida alienígena e extraterrestre”, fenómenos anómalos não identificados e OVNIs, bem como outra informação ligada ao tema.
A ordem desencadeou uma pesquisa muito mais ampla pelos arquivos federais.
O programa PURSUE foi posteriormente criado para organizar esse trabalho e disponibilizar os resultados ao público.
A dimensão do interesse tornou-se evidente logo nos primeiros meses. Em junho, quando foi publicado o terceiro lote, o Pentágono afirmava que o portal criado para alojar os documentos já tinha recebido mais de 1,7 mil milhões de acessos.
Ainda há milhões de documentos para analisar
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O sexto lote divulgado esta sexta-feira também não encerra o processo.
O Pentágono garante que novos materiais serão acrescentados progressivamente à base de dados à medida que forem encontrados, revistos e autorizados para divulgação.
Há ainda uma diferença importante entre os ficheiros publicados neste programa e outros trabalhos oficiais sobre UAP.
O PURSUE concentra-se nos casos que continuam sem resolução. Os fenómenos que as autoridades conseguem posteriormente identificar são tratados separadamente pelos organismos responsáveis pela investigação.
Ou seja, não surgiu esta sexta-feira uma resposta para a existência de vida extraterrestre.
O que os EUA fizeram foi abrir mais uma gaveta de um arquivo gigantesco — e já avisaram que ainda há muitas por abrir.