Pai que deu arma a atirador de Apalachee condenado a 15 anos de prisão
A sentença de Colin Gray surge poucos dias depois do seu filho, Colt Gray, ter sido condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo tiroteio naquela escola, ocorrido a 04 de setembro de 2024, a 70 quilómetros a nordeste de Atlanta. Colt Gray declarou-se culpado de homicídio e outras acusações.
Um advogado de defesa de Colin Gray pediu ao juiz uma sentença equivalente a 10 anos de prisão seguidos de 10 anos de liberdade condicional. O procurador disse que Gray merecia uma pena de 80 anos de prisão.
O juiz Nicholas Primm, que também condenou Colt Gray no início desta semana, observou que todos os crimes de Colin Gray foram de negligência "ligados à tragédia cometida pelo seu filho."
"O meu coração dói por todos os que estiveram lá naquele dia, por todos vocês que foram afetados por isso. Mas, a lei exige que eu deixe de lado a emoção. Não posso decidir com paixão. Tenho a tarefa quase impossível de te sentenciar sem paixão, pela dor imensurável que causaste", afirmou Primm.
Colin Gray é um dos poucos pais americanos acusados criminalmente depois de os seus filhos terem sido acusados de tiroteios.
Um júri em março considerou Colin Gray culpado de homicídio em segundo grau pelas mortes de dois estudantes de 14 anos, Mason Schermerhorn e Christian Angulo.
A lei do estado da Geórgia define homicídio em segundo grau ter causado a morte de uma criança ao cometer o crime de crueldade contra crianças.
Gray foi também considerado culpado de homicídio involuntário nos assassinatos dos professores Richard Aspinwall, 39 anos, e Cristina Irimie, 53 anos.
Outro professor e outros oito alunos ficaram feridos, sete deles atingidos por tiros, durante o tiroteio naquele dia de setembro de 2024.
Familiares dos que morreram e vítimas do tiroteio condenaram o que consideraram falhas de Gray como pai e instaram o juiz a dar-lhe a pena máxima possível.
"Isso não era inevitável. Mas, era prevenível. Por causa das escolhas feitas na casa dos Gray, quatro famílias receberam penas de sofrimento ao longo da vida", disse Breanna Schermerhorn, cujo filho foi morto no tiroteio.
"Ele não puxou o gatilho, mas comprou e deixou uma arma acessível a um menor", afirmou Shayna Aspinwall, cujo marido foi morto.
A mulher defendeu que a sentença deve ter em conta "as famílias que ficaram para trás".
Os procuradores disseram que Colin Gray deu ao filho o fuzil como presente de Natal, juntamente com munições, uma mira e outros acessórios de tiro.
O investigador do Gabinete do Xerife do Condado de Barrow, Jason Smith, testemunhou que Colt Gray levou o fuzil semiautomático para o autocarro escolar com o cano de fora e enrolado em cartão.
O adolescente saiu da aula e foi até à casa de banho, saindo de lá com o fuzil e disparou sobre pessoas no corredor e numa sala de aula, acrescentou o investigador.
Colt Gray, que tinha 14 anos na altura em que cometeu o crime, apresentava sinais de deterioração da saúde mental nas semanas que antecederam os homicídios, segundo o testemunho durante a audiência de sentença.
O condenado pertencia a uma "comunidade de true crime" online onde ele e outros jovens discutiam a sua obsessão por atiradores em massa, testemunhou um investigador.
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