Pais contestam férias de verão demasiado longas
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A edição de hoje da conferência de imprensa da Rádio Observador é com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Muito bom dia.
Bom dia, Carlos.
Vamos abrir com o jornal de notícias. Escreve o "DN" que as associações de pais contestam as férias de verão demasiado longas dos alunos portugueses.
Férias que podem chegar a 15 semanas no ensino secundário. Na Alemanha, em comparação, as férias de verão duram apenas seis semanas. A Confederação Nacional das Associações de Pais alerta para as dificuldades que este período coloca às famílias, já que muitos pais têm apenas 22 dias úteis de férias e não podem contar com familiares para ficar com os filhos. A associação defende, por isso, que as escolas possam abrir mais cedo, com atividades e também visitas de estudo, para ajudar os pais a conciliar a vida profissional com o acompanhamento dos filhos. Os diretores escolares discordam desta solução. Dizem que as semanas de verão são necessárias para concluir o ano letivo e preparar o seguinte. Lembram que depois das aulas ainda há provas, exames, avaliações e muito trabalho administrativo.
Seguimos com o "Jornal Público", também com foco na educação. Há técnicos das escolas que estão a ser chamados a devolver milhares de euros ao Estado.
Há casos de profissionais a quem estão a ser exigidos mais de €9 mil. São psicólogos, terapeutas da fala, educadores sociais e mediadores integrados nos quadros através do programa para regularizar contratos precários e estão agora a ser notificados para devolver dinheiro recebido na sequência da progressão na carreira. Em causa estão os pontos das avaliações relativas aos anos de 2017 e 2018. O Ministério da Educação entende que esses pontos não deveriam ter sido contabilizados em progressões posteriores. O Público recupera ainda uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, em 2025, que deu razão a uma terapeuta da fala. O tribunal considerou que os pontos acumulados antes da entrada nos quadros, através do programa de regularização de contratos precários, não podiam ser simplesmente apagados e reconheceu o direito da trabalhadora ao reposicionamento na carreira e ao pagamento de retroativos.
Olhamos ainda para o "Diário de Notícias". As candidaturas à Guarda Nacional Republicana aumentaram cerca de 7% face ao último concurso.
A GNR recebeu quase 3500 candidaturas, a maioria para as armas de infantaria e cavalaria. Cerca de uma em cada cinco candidaturas foi apresentada por uma mulher. Ao todo, foram quase 640 candidatas, que representam cerca de 19% do número total. Até agora foram admitidos cerca de 2850 candidatos, o equivalente a quase 85% das inscrições. O prazo para apresentação de reclamações termina a 2 de setembro. O concurso pretende criar uma reserva de recrutamento para futuras vagas no curso de formação de guardas.
Seguimos agora com os destaques além-fronteiras, a começar pelo "Le Figaro", que faz manchete com as eleições presidenciais francesas e coloca uma questão: podem as primárias impedir um duelo entre Marine Le Pen e Jean-Luc Mélenchon?
Marine Le Pen mantém uma vantagem confortável nas sondagens, com entre 33% e 35% das intenções de voto, mas a esquerda procura contrariar este cenário, com Jean-Luc Mélenchon a crescer e a situar-se entre os 16% e os 19%, e também Raphaël Glucksmann a surgir entre os 11% e os 18%. É neste contexto que regressa ao debate a possibilidade de realizar primárias para tentar concentrar os votos e evitar uma nova disputa presidencial dominada pelos extremos. À esquerda, o Partido Socialista e o Place Publique vão realizar primárias nos dias 10 e 17 de outubro para escolher um candidato único, mas à direita e ao centro, a ideia de uma primária conjunta começa também a ganhar força.
De França para Espanha, o "El País" faz manchete com o acordo histórico entre a Meta e os 52 estados norte-americanos.
A gigante tecnológica de Zuckerberg aceitou pagar até 18 mil milhões de dólares para pôr fim aos processos em que é acusada de tornar o Facebook e o Instagram viciantes para crianças e adolescentes, além de recolher indevidamente dados de menores. Estão ainda previstas restrições. Os adolescentes terão limite de duas horas de utilização diárias e ficarão impedidos de aceder às plataformas durante a noite. Se, por exemplo, o TikTok e o YouTube aderirem a medidas semelhantes, esse limite poderá vir a descer para uma hora por dia. Este acordo terá agora de receber a aprovação judicial.
Foram os destaques da imprensa nacional e internacional hoje com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira.