PAN vai recorrer de absolvições em Santo Tirso: "Profunda injustiça"

🗓️ 2026-09-09 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Sentimento de profunda injustiça e de revolta, com todo o respeito que nos merecem os tribunais, consideramos que esta sentença não faz justiça àquilo que todos nós vimos e assistimos há seis anos, na Serra da Agrela, em que morreram mais de 90 animais carbonizados, animais que estiveram em agonia e em sofrimento", afirmou à saída do Tribunal de Matosinhos, no distrito do Porto.

Este tribunal absolveu hoje uma antiga coordenadora da Proteção Civil da Câmara de Santo Tirso, um ex-veterinário municipal e três proprietárias de abrigos ilegais de animais de mais de 230 crimes de maus-tratos a animais.

"Não ficou provado que os arguidos atuaram sabendo que estavam a causar sofrimento e infligir maus-tratos a animais", disse o presidente do coletivo de juízes durante a leitura do acórdão.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), estavam em causa mais de 230 crimes de maus-tratos a animais de companhia, abandono e abuso de poder, depois de 93 animais morrerem num incêndio florestal em Santo Tirso a 18 de julho de 2020.

Inês Sousa Real referiu que vai recorrer desta decisão judicial porque este não é um "caso qualquer", mas sim um caso onde mais de 90 animais morreram em "profunda agonia e acorrentados".

"Se, num caso como este, em que morreram mais de 90 animais, não é feita justiça, não há sequer uma pena de multa ou uma pena suspensa, o que diremos e o que poderemos esperar de outros casos de maus-tratos que assistimos no país em que, infelizmente, os animais pagam com a própria vida e com a inação do Estado", frisou.

A porta-voz do PAN contou que viu os corpos carbonizados dos animais, o que é "profundamente revoltante e é de uma clara injustiça".

Segundo Inês Sousa Real, as donas dos abrigos conheciam o risco de incêndio e, no limite, deveriam ter feito aquilo que outros abrigos já fizeram que foi abrir as portas e permitir que todos os animais fugissem pelos seus próprios meios.

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