Pequim diz que "reunificação" é questão "obrigatória" para os taiwaneses

🗓️ 2026-09-09 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

A China afirmou hoje que a “reunificação” é uma questão “obrigatória” e não “opcional” para os taiwaneses, saudando o início do debate na ilha sobre as condições e a viabilidade da fórmula ‘um país, dois sistemas’ proposta por Pequim.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

“A ‘reunificação’ nacional é uma tendência histórica imparável e, para os compatriotas de Taiwan, não é uma questão opcional, mas obrigatória”, afirmou Chen Binhua, porta-voz do Gabinete dos Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), em conferência de imprensa.

Chen respondia a uma pergunta sobre uma série de três artigos publicados por Lee Chih-Tzer, professor associado da Universidade Nacional de Educação de Changhua, em Taiwan, sobre a eventual aplicação na ilha da fórmula ‘um país, dois sistemas’, que rege a autonomia parcial de Hong Kong e Macau.

Os textos, que suscitaram debate nos dois lados do estreito de Taiwan, não defendem uma adesão incondicional ao modelo proposto por Pequim, mas analisam a sua viabilidade e reclamam “compromissos credíveis” de ambas as partes.

Entre estes figuram garantias da China para preservar a autonomia, as instituições democráticas e o modo de vida de Taiwan, tendo em conta a desconfiança gerada pela evolução da situação em Hong Kong, assim como compromissos da ilha em matéria de segurança e perante uma eventual intervenção militar estrangeira.

Continue a ler após a publicidade

Continue a ler após a publicidade

Chen saudou o facto de os taiwaneses estarem a começar a conhecer e discutir o conteúdo concreto de um eventual “plano para Taiwan” e afirmou ser normal que, durante esse processo, surjam divergências e debates.

O porta-voz assegurou ainda que a aplicação concreta da fórmula ‘um país, dois sistemas’ teria em conta a situação de Taiwan, as opiniões dos diferentes setores de ambos os lados do estreito e os interesses dos habitantes da ilha.

A fórmula, aplicada em Macau, desde a transferência da administração portuguesa, em 1999, e em Hong Kong após a transferência da soberania britânica para a China, em 1997, enfrenta ampla rejeição em Taiwan, onde várias vozes alertam que poderia comprometer as liberdades e o sistema democrático da ilha.

As autoridades de Pequim consideram Taiwan “parte inalienável” do território chinês e não excluem o uso da força para concretizar a reunificação, posição rejeitada pelo Governo taiwanês, que sustenta que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.