Pesquisa mostra a divisão de católicos e evangélicos entre Lula e Flávio no maior colégio eleitoral do país

🗓️ 2026-10-01 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Tânia Rego/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação)

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A religião produz dois retratos distintos da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, segundo a nova pesquisa Quaest. Entre os católicos, os dois aparecem próximos no segundo turno: Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 37% de Lula. Entre os evangélicos, a distância é muito maior: 55% a 23% para o candidato do PL.

A diferença entre Flávio e Lula chega a 5 pontos percentuais entre os católicos. Nesse segmento, a margem de erro é de 3 pontos. Já entre os evangélicos, a vantagem de 32 pontos é muito superior à margem de erro, de 4 pontos.

Como está a disputa entre os católicos?

No segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% entre os eleitores católicos, enquanto Lula registra 37%. Outros 13% dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam, e 8% estão indecisos.

A fotografia atual mostra uma disputa próxima nesse grupo. A diferença de cinco pontos entre os dois candidatos precisa ser lida à luz da margem de erro de três pontos para os católicos.

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O cenário também mudou pouco ao longo da série apresentada pela Quaest. Em abril, Flávio tinha 43% e Lula, 40%. Em julho, eram 40% e 39%, respectivamente. Em 8 de setembro, os dois apareciam empatados numericamente, com 38% cada. Na rodada de 23 de setembro, Flávio tinha 41% e Lula, 38%. Agora, os números são 42% e 37%.

Por que o cenário é diferente entre os evangélicos?

Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro aparece com 55% no segundo turno, contra 23% de Lula. A diferença de 32 pontos é muito superior à margem de erro de quatro pontos do segmento.

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O padrão não é restrito à rodada mais recente. Em abril, Flávio tinha 59% contra 24% de Lula entre os evangélicos. Em julho, eram 57% a 22%. Em 8 de setembro, 57% a 18%. Na rodada de 23 de setembro, 53% a 24%. Agora, são 55% a 23%.

Ao longo da série, portanto, Flávio permanece numericamente à frente de Lula por uma margem ampla entre os evangélicos.

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O contraste aparece também no primeiro turno?

Sim. No cenário estimulado de primeiro turno, Flávio também aparece à frente de Lula nos dois grupos, mas com distâncias muito diferentes.

Entre católicos, o candidato do PL tem 36% e Lula, 33%. A diferença de três pontos coincide com a margem de erro de três pontos desse segmento, o que exige cautela ao caracterizar uma liderança.

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Entre evangélicos, Flávio chega a 46%, enquanto Lula marca 19%. São 27 pontos de diferença, diante de uma margem de erro de quatro pontos.

O contraste entre os grupos, portanto, aparece tanto na disputa de primeiro turno quanto na simulação de segundo turno.

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Como foi feita a pesquisa?

A pesquisa Quaest ouviu 1.800 eleitores de São Paulo entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro estimada para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Para os recortes por religião, a margem de erro é de três pontos entre católicos e quatro pontos entre evangélicos. A sondagem foi encomendada pela Globo e foi registrada sob os códigos SP-01590/2026 e BR-05155/2026.

VEJA+IA: Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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