Pixel 11 da Google consegue o que a Apple tenta há anos no iPhone (e falha)
O Pixel 11 estreia uma ferramenta que pesquisa e-mails, fotos e ficheiros diretamente na gaveta de apps. A novidade resolve a promessa de uma pesquisa universal no telemóvel, algo que o Spotlight da Apple faz há anos, mas que ainda falha.
Adicionar 4gnews como fonte preferidaHá anos que a Apple tenta vender o conceito de uma pesquisa universal no iPhone, mas a verdade é que o Spotlight continua cheio de limitações e ainda falha em encontrar aquilo de que precisamos.
Quando queres procurar um e-mail antigo, uma foto específica ou um ficheiro na tua nuvem, a experiência muitas vezes deixa um pouco a desejar. É precisamente nessa ferida que a Google decidiu tocar.
Os novos Pixel 11 (lê aqui a review) trazem uma novidade que concretiza finalmente a promessa de uma pesquisa no ecossistema: a capacidade de encontrar praticamente tudo o que tens na tua conta Google, diretamente a partir da barra de pesquisa do menu de aplicações.
O que muda no Pixel 11?
Nos novos Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro Fold, a gaveta de aplicações deixa de servir apenas para abrir o WhatsApp ou o Instagram. A funcionalidade foi batizada de Pixel search — uma nova ferramenta do sistema cuja existência foi recentemente avançada pelo portal Android Authority.
A lógica por trás desta funcionalidade é integrar a tua conta e o teu smartphone num único ponto de acesso. Em vez de abrires a app do Gmail para procurar uma reserva de hotel ou abrires o Google Fotos para tentar encontrar uma foto que tiraste no verão passado, podes simplesmente escrever o que procuras no topo da gaveta de apps.
A partir desse único campo de texto, o sistema consegue encontrar:
- Ficheiros e documentos guardados no Google Drive.
- Fotografias e imagens específicas do Google Fotos.
- E-mails da tua conta Gmail.
- Eventos no Google Calendar.
- Mensagens de texto, contactos e alarmes.
- Definições do próprio telemóvel.
A diferença na abordagem (e por que ganha à Apple)
A Apple tenta fazer isto no iOS através do Spotlight. Mas quem usa iPhone sabe que a funcionalidade oscila entre o útil e o frustrante: por vezes apresenta resultados da web que não foram pedidos, falha em indexar conteúdo interno de apps de terceiros e baralha-se com as permissões do iCloud.
Neste tabuleiro, a Google jogou melhor. Como é dona de toda a infraestrutura onde guardas a tua vida digital — do Gmail ao Drive —, conseguiu criar um motor de pesquisa local que realmente cruza os dados do teu perfil com os do teu telemóvel de forma fluida.
Além disso, a app Pixel search é atualizada de forma independente através da Play Store. A Google não precisa de lançar uma atualização inteira de sistema (como um Android 17.1) para corrigir um bug ou adicionar suporte a novas pesquisas. Basta um pequeno update na loja de aplicações.
Exclusividade e limitações
Embora seja uma óptima feature, nem tudo é perfeito. Por agora, esta funcionalidade está limitada à gaveta de aplicações e não funciona na barra de pesquisa que fica no ecrã principal.
A razão por trás dessa divisão ainda não é explicada pela Google, mas tudo aponta para uma escolha de design de interface.
Atualmente, o Pixel Search é um exclusivo da família Pixel 11. Ainda não há confirmação se a Google vai disponibilizar esta atualização para modelos anteriores, como o Pixel 10 ou Pixel 9. De qualquer forma, é a demonstração de como a integração de ecossistema deve funcionar num smartphone.
Os Pixel 11 ficam disponíveis para compra a partir do dia de hoje.
Vê também: Os melhores smartphones para cada utilizador.
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