Porta-contentores apreendido no Porto de Sines tinha 5 toneladas de droga
© Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A.
O navio porta-contentores, que foi, esta terça-feira, apreendido no Porto de Sines, pela Polícia Judiciária (PJ), transportava cerca de cinco toneladas de cocaína.
Segundo informações partilhadas agora por esta força policial, o navio porta-contentores, que tinha partido da América Latina, foi detetado e abordado a cerca de 640 milhas náuticas de Lisboa, e depois acompanhado pela Marinha até ao porto de Sines, onde atracou na madrugada de ontem.
Na sequência de diligências de investigação desenvolvidas na terça-feira, três pessoas foram detidas: dois cidadãos estrangeiros, em situação clandestina e irregular, e um elemento da tripulação, também ele de nacionalidade estrangeira, por fortes suspeitas de estar envolvido no esquema criminoso.
A operação em causa foi realizada em estreita articulação e cooperação com a Marinha e a Força Aérea portuguesas e permitiu desarticular um grupo criminoso dedicado à introdução de grandes quantidades de droga no continente europeu, através do uso de um navio porta-contentores.
O navio em causa, revela a Polícia Judiciaria num comunicado enviado esta quarta-feira ao Notícias ao Minuto, transportava cerca de cinco toneladas de cocaína.
Dentro da embarcação foram ainda apreendidos vários objetos utilizados no processo de navegação, arremesso da droga ao mar e transporte da cocaína.
Navio apreendido e transportado para Sines
Recorde-se que a notícia foi inicialmente avançada esta terça-feira pela SIC Notícias que dava conta de que o navio “MAERSK NOKWANDA", que navegava sob a bandeira de Hong Kong, fora interpelado pelas autoridades portuguesas, pelas 05h30 da madrugada.
No interior já se suspeitava da presença de uma grande quantidade de droga, mas não era certo, até agora, a quantidade exata.
Acredita-se que o objetivo era que o material estupefaciente fosse posteriormente transferido para lanchas de alta velocidade, para seguir depois para descarregamentos em praias ou locais remotos.
De acordo com a aplicação Vessel Finder, o último porto onde este navio esteve atracado, antes do de Sines, foi o de Colón, no Panamá.
Esta investigação, realizada no quadro do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Drugs), iniciou-se este mês de agosto, no âmbito da cooperação policial internacional e em estreita colaboração e articulação com as autoridades policiais e judiciárias do Reino Unido (National Crime Agency) e Espanha (Policia Nacional).
[Notícia atualizada às 10h58]

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Andrea Pinto com Lusa | 10:34 - 04/08/2026