Porto. Trotinetes "são um problema" e autarca prefere promover bicicletas

🗓️ 2026-09-04 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"As trotinetes hoje em dia são um problema na cidade. Eu não escondo, é verdade, são um problema na cidade. Portanto, nós temos de regular, nós temos de pedir às autoridades, nomeadamente policiais, para que estejam atentas às trotinetes, como estão, aliás, ao resto dos modos de transporte", disse hoje aos jornalistas após uma viagem no elétrico 22, entre o Carmo e a Batalha, no Porto.

Para Pedro Duarte, "o Código da Estrada já prevê alguns requisitos que muitas vezes têm sido aligeirados por parte da fiscalização".

O autarca apontou ainda a uma "questão contratual que é relevante", pois "houve um contrato assinado ainda em 2025 pelo executivo anterior que concessionou as trotinetes a determinadas empresas", com quem o município tem conversado.

"Tem havido também da parte deles uma enorme abertura para que possamos ir reduzindo aquilo que é, por um lado, o número de 'troteiros' na cidade, e por outro, para conseguirmos regular o mais possível aquilo que é o tráfego de trotinetes na cidade", apontou.

Assim, disse que se irá "reduzir substancialmente a utilização da trotinete na cidade do Porto, substituindo por outros modos suaves".

"A bicicleta, por exemplo, é um modo que nós queremos promover. Agora, tem que ser feito com segurança: segurança para os próprios e segurança para o resto das pessoas, aquelas que andam a pé nos passeios e aquelas que andam de automóvel, ou de autocarro ou de outro meio de transporte na via pública", disse o autarca eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL.

As empresas de trotinetes partilhadas Bolt, Lime e Bird defenderam na semana passada que têm adaptado o seu serviço às diferentes regras municipais, numa altura em que várias autarquias têm acabado com estas operações nos seus territórios.

"Temos adaptado consistentemente as nossas operações à medida que as regras municipais têm evoluído", referem numa reposta a questões da Lusa relacionadas com o fim destes serviços em vários municípios, dando como exemplo trabalhos colaborativos com as autarquias de Lisboa e do Porto.

Este ano, novos autarcas já eliminaram os serviços em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), Braga e Espinho (Aveiro), tendo também sido lançados debates sobre os serviços no Porto, em Lisboa e em Coimbra após vários incidentes.

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