Bolsas europeias vacilam com subida do petróleo. Nestlé cai 7% após apresentação de resultados

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Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados desta quinta-feira.

10:52

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10h59

Taxa Euribor a 12 meses sobe para máximo desde outubro de 2024

A Euribor subiu esta quinta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, no prazo mais longo um novo máximo desde outubro de 2024, no dia em que previsivelmente o BCE manterá as taxas diretoras.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que subiu para 2,472%, continuou abaixo das taxas a seis (2,702%) e a 12 meses (2,947%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,702%, mais 0,012 pontos que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,947%, mais 0,035 pontos e um novo máximo desde outubro de 2024.

A Euribor a três meses também subiu, ao ser fixada em 2,472%, mais 0,016 pontos que na quarta-feira.

A reunião de política monetária do BCE termina na quinta-feira, com o mercado a antecipar uma manutenção das taxas diretoras e uma subida das mesmas mas só em setembro.

10h41

Europa abre no vermelho, com Lisboa a verde. Setor alimentar perde quase 3%

As principais praças europeias amanheceram no vermelho, nesta quinta-feira, numa altura em que se antevê a manutenção de taxas de juro pelo BCE. Às 9h33, apenas o PSI20 - índice de referência da bolsa portuguesa – estava no verde, registando um crescimento de 0,38%. Em simultâneo, o Stox600, que serve de referência para a Europa, recuava 0,55%. As quedas mais acentuadas registam-se em Itália, onde o FTSE MIB estava a cair 1,40%, e na Grécia, onde a queda era de 1,36%. 

À mesma hora, registavam-se também recuos em Espanha, onde o IBEX cedia 0,36%, na Alemanha, onde o DAX caía 0,49%, em França, onde o CAC40 recuava 0,79%, nos Países Baixos, onde a queda era de 0,29%, e no Reino Unido, onde o FTSE deslizava 0,08%. 

No mercado bolsista, registaram-se quedas - principalmente nas tecnológicas - aliadas às dececionantes projeções de vendas apresentados pela STMicroelectronics NV, que viu o valor das suas ações cair 17%. 

As ações do setor de alimentos e bebidas estiveram entre as que mais caíram, realçando-se a queda de 7,3% registada pela Nestlé SA, a maior desde março de 2020. Aliás, este setor apresentava, esta manhã, um recuo de 2,82%, o maior entre os setores de negociação. Analistas citados pela agência Bloomberg apontam que os resultados do primeiro semestre da gigante suíça do setor alimentar, em linha com as expectativas, provavelmente não serão suficientes para impulsionar a continuidade da recente recuperação das ações.

O setor do petróleo e do gás aumentava, esta manhã, 1,54%, ao passo que as maiores quedas se registavam no setor alimentar (2,82%), nos bens para a casa (1,33%), na tecnologia (1,22%) e no setor aeroespacial e de defesa (1,00%).

"Esta temporada de resultados está a ser bastante sólida e parece que a economia não sofreu muito com o choque do preço do petróleo", disse Arnaud Girod, chefe de estratégia de ativos cruzados da Kepler Cheuvreux, citado pela Bloomberg. "Dito isso, os gestores permanecem prudentes, pois estão relutantes em rever em alta as suas projeções, mesmo que os lucros sejam melhores do que o esperado", acrescentou.

A atenção volta-se hoje para a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), com a expectativa de que mantenham a taxa inalterada. Os operadores estarão atentos a pistas sobre o rumo futuro da política monetária, enquanto economistas ouvidos pela Bloomberg preveem uma alteração das taxas apenas em setembro. "Não se espera nada do BCE hoje, mas a súbita escalada dos preços da energia complica o cenário", afirmou Mabrouk Chetouane, chefe de estratégia de mercados globais da Natixis IM, acrescentando: "Não está claro por quanto tempo os preços do petróleo permanecerão elevados, então talvez não seja o momento de adotar um tom particularmente hawkish." 

09h30

Inês Pinto Miguel

"Corrida" ao ouro perde força. Escalar da guerra e pespetivas da Fed pesam

Depois de dias em subidas curtas, os metais preciosos estão a desvalorizar. Os mais recentes ataques no Médio Oriente, com os houthis a escalarem as tensões, estão a levar os investidores a apostarem em outros ativos de risco e a virarem atenções para a Ásia, com a aposta em inteligência artificial a mostrar resultados.

A esta hora, o ouro recua 0,83% para 4.096,05 dólares por onça. Já a prata destaca-se ao perder 2,04% para 59,07 dólares por onça. Mesmo com o "dip-buying" verificado nas últimas sessões, os investidores estão agora a mudar a sua estratégia, tendo em conta os ataques a petroleiros no estreito de Ormuz e, mais recentemente, no mar Vermelho.

Apesar deste escorregar nas negociações e do escalar do conflito, os investidores continuam atentos às movimentações da Reserva Federal dos Estados Unidos, uma vez que a reunião se realiza na próxima semana. Para já, os "traders" estão indecisos em relação às perspetivas futuras, mas tudo indica que Kevin Warsh se prepara para subir as taxas de juro.

Ainda que se mantenha acima da marca dos quatro mil dólares, o metal amarelo tem vindo a perder algum valor desde os ataques iniciais entre os EUA e o Irão, principalmente tendo em conta que atingiu o máximo histórico de 5.600 dólares no fim de janeiro.

Em declarações à Bloomberg, Bart Melek, responsável de estratégia de "commodities" da TD Securities, afirma que um cenário de taxas de juro mais elevadas nos EUA sugere que este metal "pode estar destinado a recuar até aos 3.900 dólares por onça", ou então enfrentar resistência para subir além dos 4.200 dólares, caso se verifiquem novos crescimentos.

08h54

Inês Pinto Miguel

Petróleo mantém rota de ascenção com Brent a mais de 97 dólares

Os preços do petróleo continuam a subir e o barril de Brent já supera os 97 dólares. Esta nova subida, que prolonga os ganhos observados nas últimas semanas, acontece depois de os houthis terem atacado dois petroleiros no mar Vermelho.

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - sobe 3,65% para para 97,50 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - "benchmark" para os EUA - ganha 2,79% para 89,25 dólares.

O petróleo soma uma valorização semanal de 14,9% e um salto acumulado de 33,9% desde o início do mês. Já desde o início do ano, o ganho é ainda maior, com o barril de Brent a crescer 60,7%.

O novo escalar da guerra, com o grupo militar do Iémen a atacar no mar Vermelho e abrir uma nova frente no conflito, pode levar a novos bloqueios. Isto porque o mar Vermelho tem vindo a surgir como uma alternativa ao estreito de Ormuz para as exportações de petróleo, nomeadamente a partir da Arábia Saudita.

Em resposta a este ataque, sendo algo que já tinham apontado fazer, os Estados Unidos marcaram o 12.º dia consecutivo de ataques contra o Irão, de forma a influenciar a capacidade de retaliação deste país.

Neste momento, e mediante todos os ataques que têm vindo a ser reportados, os EUA e o Irão não têm demonstrado vontade de se voltarem a sentar à mesa de negociações. De recordar que as duas geografias tiveram um acordo primário de entendimento, mas que foi rasgado sem a assinatura.

08h53

Rui da Rocha Ferreira

Juros da Zona Euro agravam-se de forma acentuada. França e Itália passam mesmo os 4% de rendibilidade

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar de forma mais acentuada nesta quinta-feira, num dia em que os investidores estão a digerir o escalar da guerra no Médio Oriente, com a entrada dos Houthis no conflito. Como consequência, a negociação do petróleo está a agravar, tendo o "ouro negro" ultrapassado os 97 dólares já na manhã desta quinta-feira.

O petróleo mais caro perspetiva uma inflação persistente durante mais tempo, o que obriga a um aperto das políticas monetárias por parte dos bancos centrais. Hoje é justamente dia de decisão do Banco Central Europeu, mas os analistas antecipam uma manutenção das taxas de juro.

Neste contexto, as obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a agravar 3,1 pontos-base para uma taxa de 3,201%. Já em França, a subida dos juros é de 4,2 pontos-base para 4,010%. Em Itália também se regista uma subida, de 4,7 pontos-base, para 4,037% de rendibilidade.

A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobe 3,7 pontos-base para 3,563%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem 3,9 pontos-base para 3,668%.

No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 5,084%, registando uma subida expressiva de 5,1 pontos-base.

08h44

Rui da Rocha Ferreira

Dólar perde força, euro avança em dia de reunião do BCE

O dólar está a ceder terreno no mercado cambial desta quinta-feira, num dia que está a ser marcado pelo escalar da guerra no Médio Oriente.

O grupo militar Houthis, do Iémen, e que conta com o apoio do Irão, reivindicou na quarta-feira a autoria de ataques com drones e mísseis contra "dois petroleiros sauditas" no mar Vermelho. Os Houthis já tinham ameaçado fazer um bloqueio naval aos sauditas, concretizando agora parte da ameaça.

A entrada dos Houthis no conflito – e a potencial disrupção de uma rota que estava a ser usada como alternativa ao estreito de Ormuz – está a pesar sobre a negociação do petróleo, que nesta manhã tocou nos 97 dólares.

Neste contexto, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, recua 0,10% para os 101,0240 pontos.

"A queda do dólar é um pouco intrigante", considera Carol Kong, da área de estratégia cambial do Commonwealth Bank of Australia. "Os receios de um agravamento do conflito no Médio Oriente e da subida dos preços do petróleo normalmente favoreceriam uma valorização do dólar, devido aos fluxos para ativos de refúgio. No entanto, a recuperação dos mercados acionistas asiáticos parece ter anulado esses fluxos, deixando o dólar em desvantagem", adiantou à Bloomberg.

A esta hora, o euro segue a valorizar 0,11% para 1,1425 dólares e a libra avança 0,03% para 1,3379 dólares. O dólar consegue, no entanto, ganhar 0,05% para 0,8126 francos suíços e 0,01% face à divisa japonesa, para 163,16 ienes.

Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,10% para 0,8540 libras e valoriza 0,13% para 186,42 ienes.

O euro que estará em foco nesta quinta-feira.  O Banco Central Europeu (BCE) anuncia a decisão de política monetária, seguida da habitual conferência de imprensa pela presidente, Christine Lagarde. Espera-se que o BCE não mexa nos juros, depois de os ter aumentado em 25 pontos-base na reunião de junho – quando passou a taxa de referência (a aplicável aos depósitos) de 2% para 2,25%,  

08h04

Rui da Rocha Ferreira

Praça sul-coreana sobe 4% com apostas na IA. Otimismo espalhou-se pela Ásia

As praças asiáticas, que funcionam como um "farol" para o sentimento dos investidores relativamente às apostas em inteligência artificial (IA), negociaram em terreno positivo nesta quinta-feira, depois de uma das maiores tecnológicas do mundo, a Alphabet, ter apresentado resultados que superaram as expectativas dos investidores.

As receitas subiram 24% para os 119 mil milhões de dólares, enquanto o lucro líquido foi de 112 mil milhões de dólares, no segundo trimestre. As receitas da Google Cloud destacaram-se, disparando 82% para 24,77 mil milhões.

"O aumento do investimento em capital [capex] significa que uma grande parte desses dólares acabará por chegar às carteiras de encomendas na Ásia", comentou Josh Gilbert, analista da Etoro para a região Ásia-Pacífico. "Os investidores interpretam isto como uma confirmação de que o investimento em infraestruturas para a inteligência artificial continuar a acelerar, o que é positivo para toda a infraestrutura que suporta", acrescentou, citado pela Bloomberg.

Neste contexto, o índice sul-coreano Kospi terminou a sessão a valorizar 4,40%, com a SK Hynix a valorizar 4,86% e a Samsung Electronics a subir 3,65%.

O otimismo chegou também às restantes praças de referência da região, com os japoneses Nikkei 225 e Topix a valorizarem, respetivamente, 0,39% e 0,51%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançava 1,12% pelas 08:02 horas, enquanto o Shanghai Composite terminou a sessão numa alta de 0,12%.

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