Presidente alemão alerta que extremismos põem em causa unidade do país
"Os eleitores que se inclinam para os extremos reivindicam ruidosamente os seus próprios direitos, enquanto estão prontos para questionar os direitos dos outros", afirmou Frank-Walter Steinmeier na sua intervenção na cidade-estado no norte da Alemanha.
O chefe de Estado lamentou "a intolerável demagogia política das forças extremistas, que dão rédea solta à sua sede de destruição" e alertou que isso "não põe apenas em risco a liberdade e a democracia", mas também "a unidade interna" do país.
"Partidos populistas de todos os quadrantes destabilizam a democracia parlamentar. Formar governos está a tornar-se cada vez mais difícil de uma eleição para outra, assim como governar, uma vez que os populistas e os extremistas são os que estão a fomentar a instabilidade", lamentou Steinmeier.
"Não podemos permitir isso", avisou o Presidente da Alemanha, aludindo à ascensão do extremismo no país.
Steinmeier discursou numa altura em que se verifica uma crescente força extremista no país da Europa Central, onde o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve uma vitória esmagadora em setembro no estado da Saxónia-Anhalt, além de outro triunfo na região nordeste de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
Também em setembro, o partido A Esquerda (Die Linke) ganhou as eleições em Berlim.
Estes resultados constituíram um duplo revés para os partidos do Governo federal: a CDU perdeu a representação parlamentar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e a coligação com o SPD deixou de reunir condições para continuar a governar Berlim com a mesma maioria.
Perante a ascensão dos extremismos, Steinmeier defendeu ser necessário, "mais do que nunca, uma política governamental ponderada, consistente, profissional, perseverante e competente", que não se esqueça de abordar "as causas económicas e sociais mais profundas da incerteza".
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