Primavera terá pico de seca e altas temperaturas no interior de PE | G1
Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), a previsão para setembro, outubro e novembro é de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, principalmente nas regiões Agreste e Sertão.
A partir desse momento, os dias começam gradualmente a ficar mais longos e as noites mais curtas no Hemisfério Sul. Ao longo da primavera, aumenta o período de iluminação e, de maneira geral, o Sol passa a nascer mais cedo e a se pôr mais tarde.
“Essa mudança está relacionada à inclinação do eixo da Terra e ao movimento de translação do nosso planeta ao redor do Sol”, explicou a Apac.
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No interior, o norte do Piauí, o Ceará, o Rio Grande do Norte e o interior de Pernambuco e da Paraíba vivem agora o pico da seca, e o calor aumenta de forma forte. Em Teresina, onde setembro a dezembro já são os meses mais quentes do ano, a chuva só deve voltar aos poucos, no fim do ano ou no começo de 2027.
Na faixa leste, entre Salvador e Natal, a chuva diminui, porque a umidade do oceano que abastece o litoral no outono e no inverno chega em menor volume. Salvador e Recife devem ter temperaturas em alta e chuva ocasional, embora o mar mais aquecido no litoral da Bahia e de Sergipe possa render mais chuva do que o normal em alguns episódios de frente fria.
Efeitos do El Niño
Imagem da Nasa mostra aquecimento das águas no Oceano Pacífico (mancha vermelha). — Foto: Nasa/Divulgação
A estimativa aparece em um relatório do Climate Impact Lab, elaborado pelos pesquisadores das universidades de Chicago e Berkley. Segundo o estudo, 451 mil mortes relacionadas ao calor podem ocorrer entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, acima do número esperado em um ano considerado normal.
O Brasil aparece entre os países com maior número estimado de mortes adicionais relacionadas ao calor no período analisado. Os pesquisadores projetam 13,3 mil mortes acima do esperado entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027. O país ocupa a quinta posição entre os dez países com maior número estimado de mortes relacionadas ao calor.
A estimativa brasileira é inferior às projetadas para Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia. Na Nigéria, o estudo calcula 31,4 mil mortes adicionais; na Indonésia, 19,3 mil; no Sudão, 17,5 mil; e na Índia, 15,8 mil.
De acordo com o relatório, a maior parte das mortes adicionais projetadas para o Brasil deve ocorrer na segunda metade do período analisado. Entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, os pesquisadores estimam 8 mil mortes relacionadas ao calor acima do normal.