Putin acolhe propostas de Trump para aliviar tensões na Ucrânia
O Presidente russo, Vladimir Putin, "acolheu com compreensão" propostas norte-americanas para uma diminuir tensões na Ucrânia, apresentadas durante uma chamada telefónica com o homólogo Donald Trump, informou hoje o porta-voz do Kremlin (presidência).
Dmitri Peskov não adiantou pormenores sobre a natureza das propostas de Trump, mas disse que uma "grande parte" da conversa entre os dois líderes na sexta-feira foi dedicada à procura de uma saída para o conflito.
Putin "acolheu com compreensão algumas propostas do lado norte-americano relativas a medidas visando uma desescalada", declarou Peskov, citado pelas agências russas TASS e RIA Novosti.
Os esforços diplomáticos sob mediação norte-americana para pôr fim a mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia encontram-se atualmente num impasse.
A visita em setembro dos emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e, posteriormente, num gesto inédito, a Kiev, não resultou em qualquer anúncio concreto.
Uma equipa de negociadores ucranianos encontra-se hoje em Miami, no estado da Florida, para prosseguir as conversações com Washington iniciadas na sexta-feira.
Foram também convidados conselheiros de segurança nacional da França, Alemanha e Reino Unido, bem como representantes da União Europeia e da NATO.
Em simultâneo, Trump anunciou na sexta-feira ter negociado o fornecimento de enormes quantidades de gasóleo russo para os mercados norte-americano e mundial, levantando para o efeito sanções que pesavam sobre Moscovo, o que desencadeou uma forte reação de Kiev.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou uma decisão que qualificou como injusta e "imprópria de um aliado".
Zelensky avisou que a medida permitirá a Moscovo continuar a financiar a ofensiva militar na Ucrânia, país que invadiu em fevereiro de 2022.
A Rússia intensificou os ataques contra a Ucrânia nos últimos meses, provocando um número crescente de vítimas civis.
A Ucrânia também intensificou os ataques contra a Rússia, apresentados como retaliação, visando nomeadamente infraestruturas de armazenamento e transporte de hidrocarbonetos, armazéns comerciais e centros de dados.
Recentemente, Trump criticou a Ucrânia por provocar o aumento dos preços do gasóleo devido aos ataques contra refinarias russas, uma situação que preocupa os republicanos devido às eleições intercalares de novembro.
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