Quais são as 12 empresas de ônibus da capital suspeitas de elo com PCC

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São Paulo

Todas as empresas responsáveis pela operação das linhas de bairro da cidade estão citadas na investigação da Polícia Civil e do MPSP

17/09/2026 20:36

, atualizado 17/09/2026 21:14

Jéssica Bernardo/Metrópoles
foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metrópoles

A Operação Vectura Corrupta, que mira a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas que operam o transporte público no estado, listou 12 companhias que já assinaram contrato com a Prefeitura de São Paulo e são suspeitas de ter algum elo com a facção criminosa.

As empresas atuam, ou já atuaram, em todas as regiões da cidade, exceto o centro, e são responsáveis pelas chamadas linhas de bairro, que fazem ligações entre pontos mais próximos dentro dos distritos. Todas as empresas que fazem as operações nos bairros de São Paulo atualmente, sem exceção, aparecem na investigação.

As companhias são citadas em trocas de mensagens de dois investigados: Cícero José dos Santos Filho e José Daniel Satilite. Segundo a Polícia Civil, José Daniel encaminhou para Cícero a lista das empresas de ônibus que teriam ligação com o PCC.

Veja abaixo os nomes das empresas:

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O relatório policial sobre o caso, ao qual o Metrópoles teve acesso, cita que algumas das empresas já apareciam em investigações anteriores. A Viação Transcap teve como sócio-proprietário Valter da Silva Bispo, preso preventivamente acusado por extorsão e vínculos com o PCC. A MoveBuss teria um elo com Patricia Soriano, irmã de Roberto Soriano, o “Tiriça” do PCC. Já a Transunião também é “implicada por interagir criminosamente com o PCC”, segundo a Polícia Civil.

“A Qualibus Transportes foi transformada na UpBus, também investigada por vínculos de seus dirigentes com o PCC. Assim como a Qualibus, a Transcooper também já teve o mesmo vínculo com a organização criminosa, por volta de 2015/2016, sendo transformada na atual NorteBuss Transportes. A Transwolff, investigada mais recentemente, na qual teve seu dirigente Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora, preso por vínculos com o PCC”, continua o documento.

“Assim sendo é assombroso, mas é correto afirmar que temos mais da metade das empresas operando o transporte público da maior cidade da América Latina sob controle do crime organizado”, afirma a Polícia Civil.

As companhias Transwolff, UPBus e Transunião já sofreram intervenção por parte da Prefeitura após serem alvo de outras operações do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em dezembro de 2025, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretou a caducidade do contrato com a Transwolff. A UPBus também teve sua saída do sistema municipal de transporte oficializada no início deste ano.

Nesta quinta-feira, Nunes afirmou que a prefeitura avalia uma intervenção na A2 Transportes, caso a empresa não afaste dois gestores que foram alvos de mandados de prisão na operação.

O MPSP também solicitou à Justiça o afastamento dos dois, além de outras 42 pessoas ligadas às empresas A2 Transportes, Alfa Rodobus, Pêssego Transportes, Norte Buss Transportes, Transpeople Soluções em Mobilidade Urbana (MoveBus), Spencer Transporte Rodoviário, Allianz Transportes, Auto Viação Transcap e Imperial Transportes Urbanos.