Quem é Eduardo Braga, relator da Reforma Tributária e candidato ao Senado pelo AM | Jovem Pan
Eduardo Braga (MDB) é candidato à reeleição no Senado pelo Amazonas. Com uma trajetória de mais de quatro décadas na política, Braga já foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-prefeito e prefeito de Manaus, governador do Amazonas e ministro de Minas e Energia. Ao longo da carreira, também esteve à frente de projetos como o Bolsa Floresta, durante o governo no Amazonas, e ganhou protagonismo nacional como relator da Reforma Tributária.
Carlos Eduardo de Souza Braga nasceu em 6 de dezembro de 1960, em Belém (PA). Aos 3 anos de idade, ele se mudou para Manaus (AM), onde mais tarde iniciaria sua carreira política. Braga se formou em Engenharia Elétrica pela Universidade do Amazonas em 1981. No mesmo ano, foi eleito vereador de Manaus pelo PDS. Em 1982, Braga se casou com Sandra, com quem está até hoje. Sandra é empresária e também filiada ao MDB.
Já em 1986, Braga foi eleito deputado estadual pelo Amazonas pelo MDB. Na época, ele foi líder de governo na Assembleia Legislativa. Além disso, o político foi o relator-geral da Constituição do AM. Quatro anos depois, em 1990, Braga se filiou ao PDC e se candidatou a deputado federal pelo Amazonas e foi eleito.
Em 1992, Braga deixou o cargo de deputado federal para disputar a vice-prefeitura de Manaus na chapa do candidato Amazonino Mendes (PDC). Após a renúncia de Amazonino para disputar as eleições para governador em 1994, Braga assumiu como prefeito de Manaus.
Em 2002, Braga foi eleito governador do Amazonas no primeiro turno com 52,37% dos votos. Em 2006, foi reeleito governador do Amazonas, com 50,63% dos votos. O Bolsa Floresta, auxílio financeiro para compensar as populações tradicionais e indígenas do estado pelo papel na conservação das florestas, rios, lagos e igarapés foi um dos destaques implantados em seu governo.
Já em 2010, Braga lançou a candidatura ao Senado e foi eleito com 1.236.970 votos. O político foi relator da Medida Provisória que reduziu os impostos sobre tablets produzidos no Brasil. A MP foi aprovada pelo plenário do Senado em setembro de 2011. Além disso, foi líder do governo Dilma Rousseff (PT) no Congresso, entre 2012 e 2014.
Em 2015, Eduardo Braga assumiu o Ministério de Minas e Energia no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ele permaneceu no cargo até abril de 2016, quando deixou o ministério em meio ao processo de impeachment da presidente. Durante a passagem pela pasta, uma das principais pautas foi a ampliação da oferta de energia no Amazonas.
De volta ao Senado em 2017, Braga continuou atuando em projetos relacionados à infraestrutura e ao desenvolvimento econômico da região. Ele também anunciou a realização de leilão para a construção de linhas de transmissão de energia no Amazonas.
Em 2018, Braga foi reeleito senador pelo Amazonas, com 60.206 votos. Durante o novo mandato, apresentou projetos em áreas sociais. Entre eles está o Programa Gás para os Brasileiros, criado a partir do PL 2.350/2021, que deu origem ao auxílio destinado à compra de gás de cozinha por famílias de baixa renda.
Projetos e inquéritos
Em 2023, Braga ganhou maior projeção nacional ao assumir a relatoria da Reforma Tributária no Senado. A proposta, discutida pelo Congresso durante décadas, alterou a estrutura de impostos sobre o consumo no país. O senador foi responsável por conduzir a análise da PEC e, depois, também relatou a regulamentação do novo sistema tributário.
Apesar da longa trajetória política e da atuação em projetos de grande impacto, Braga também esteve envolvido em investigações e episódios controversos. Em 2013, quando era senador, foi investigado por suspeitas relacionadas a fraude, peculato e formação de quadrilha em uma licitação realizada durante sua gestão como governador do Amazonas. O inquérito, porém, foi arquivado em 2014 após parecer da Procuradoria-Geral da República que não encontrou indícios de participação de Braga nos fatos investigados.
Anos depois, em 2018, o STF também determinou o arquivamento de outro inquérito envolvendo Braga e o então senador Omar Aziz. A investigação apurava suspeitas de pagamentos indevidos relacionados à construção da ponte Rio Negro, em Manaus. Segundo o Supremo, após mais de um ano de investigação não foram encontrados indícios suficientes de fato típico praticado pelos investigados.
Patrimônio
Em 2018, quando disputou a reeleição ao Senado, o político declarou possuir R$ 47,8 milhões em bens, em valores atualizados. Já em 2022, durante a campanha para o governo do Amazonas, o valor declarado chegou a aproximadamente R$ 54,1 milhões. Neste ano, ao registrar novamente sua candidatura ao Senado, Braga declarou quase R$ 60,3 milhões.
Agora, em 2026, Braga volta a disputar uma vaga no Senado pelo Amazonas. A candidatura representa a tentativa de permanecer no Congresso após mais de uma década de atuação como senador e ocorre em um momento em que sua imagem política está diretamente associada à defesa da Zona Franca de Manaus, à infraestrutura do estado e à participação em decisões econômicas de alcance nacional.