Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme

🗓️ 2026-08-13 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Entretenimento

A trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil desaparecido durante a ditadura militar, ganhou uma adaptação para os cinemas

13/08/2026 15:24

Honestino Guimarães desapareceu aos 26 anos, após ser detido por forças militares em 1973. Nos anos anteriores, tornou-se uma das principais lideranças estudantis do país ao atuar na resistência à ditadura militar. Agora, a história do líder é retratada no filme Honestino, dirigido por Aurélio Michiles e protagonizado por Bruno Gagliasso.

Natural de Itaberaí (GO), Honestino mudou-se com a família para Brasília ainda na infância. Na capital federal, cursou geologia na Universidade de Brasília (UnB), mas a atuação política começou antes mesmo da graduação, quando integrou o movimento secundarista e se filiou à Ação Popular (AP).

Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme - destaque galeria

14 imagens

Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada Juliana

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8)

Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme - imagem 6

Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditadura

1 de 14

Honestino mistura documentário e ficção para contar a história de um dos principais símbolos da resistência à ditadura

Divulgação

Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada Juliana

2 de 14

Honestino Guimarães e Isaura tiveram uma filha chamada Juliana

Divulgação

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

3 de 14

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

Divulgação

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

4 de 14

A produção resgata a trajetória de Honestino Guimarães, desaparecido após ser preso durante a ditadura militar

Divulgação

Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8)

5 de 14

Dirigido por Aurélio Micheles, o filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8)

Divulgação

Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme - imagem 6

6 de 14

Divulgação

O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadas

7 de 14

O longa reúne depoimentos de familiares e amigos de Honestino Guimarães ao lado de cenas dramatizadas

Divulgação

Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme - imagem 8

8 de 14

Divulgação

Honestino Guimarães com a então esposa, Isaura

9 de 14

Honestino Guimarães com a então esposa, Isaura

Divulgação

Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968

10 de 14

Bruno Gagliasso gravou cenas na Universidade de Brasília (UnB), onde Honestino estudou e foi expulso em 1968

Divulgação

Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973

11 de 14

Bruno Gagliasso interpreta Honestino Guimarães no filme que retrata a trajetória do líder estudantil desaparecido em 1973

Divulgação

Honestino Guimarães com a filha, Juliana

12 de 14

Honestino Guimarães com a filha, Juliana

Divulgação

Honestino foi assassinado durante ditadura militar

13 de 14

Honestino foi assassinado durante ditadura militar

Vinicius Schmidt/Metrópoles

Quem foi Honestino Guimarães, líder morto na ditadura que ganhou filme - imagem 14

14 de 14

Arquivo pessoal/Família de Honestino Guimarães

Na universidade, intensificou a militância durante o governo Médici (1969–1974). Em 1967, mesmo preso, foi eleito presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub).

Em agosto de 1968, a UnB foi palco de uma invasão militar. As Forças Armadas entraram no campus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, para prender Honestino e outros sete estudantes. O líder estudantil permaneceu detido por cerca de quatro meses.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Entretenimento

Antes de ser libertado, foi desligado da UnB como punição por liderar a expulsão de um falso professor. Em 2024, a instituição homenageou o ex-aluno com um diploma póstumo.

Vida após a prisão

Um mês após deixar a prisão, sua vida mudou completamente com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que marcou o período de maior endurecimento da ditadura militar no Brasil.

Procurado pelas autoridades, Honestino deixou Brasília e passou a viver na clandestinidade em São Paulo. Mesmo atuando de forma clandestina, assumiu a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) após a prisão do então presidente da entidade e, em 1971, foi oficialmente eleito para o cargo.

À frente da UNE, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde continuou vivendo sob identidade falsa. Em outubro de 1973, foi preso pela sexta vez e nunca mais foi visto. Detido por agentes do Centro de Informações da Marinha (Cenimar), conseguiu avisar a mãe sobre a prisão por meio de um bilhete codificado.

Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento de Honestino Guimarães ainda não foi completamente esclarecido. A Comissão Nacional da Verdade aponta que o líder estudantil foi preso por agentes do Estado, mas não concluiu as circunstâncias da detenção nem a causa da morte. Até hoje, o corpo dele não foi localizado.