Reitora da Universidade de Cabo Verde visitou instituições portuguesas para reforçar cooperação

🗓️ 2026-10-12 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"No âmbito desta missão, visitámos 16 instituições. Penso que temos projetos impactantes para o desenvolvimento de Cabo Verde", referiu Astrigilda Silveira, em entrevista à Lusa, a propósito do arranque, hoje, do novo ano letivo.

Um dos projetos consiste em "formação na área de inteligência artificial para os colaboradores da UniCV e, a partir daí, a universidade terá a possibilidade de apoiar o Governo" e preparar uma "ação de formação a nível nacional".

"Nós temos um papel importante através da Escola de Negócios e Governação, então, devemos dar formação aos quadros da administração pública. Estamos a posicionar-nos e a trabalhar com os municípios", com cuja associação está a ser preparado um protocolo de parceria, acrescentou.

Noutros âmbitos, a UniCV pretende prestar serviços para o Governo na área das engenharias, apostar num centro de sondagens para o arquipélago, assim como num observatório de políticas públicas.

O reforço da cooperação com instituições portuguesas inclui "adendas que vão ser construídas à luz dos projetos específicos" que a UniCV vai implementar, adiantou.

Foi ainda celebrado um acordo de parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) que, entre várias atividades, prevê a avaliação dos cursos de engenharia civil e engenharia mecânica, refletindo uma atenção à qualidade.

Universidades de Lisboa, Aveiro, Politécnica de Viseu, ISCTE, UPL e ISEL, entre outras, estiveram igualmente na agenda.

A reitora, empossada em março, acredita que é possível "atenuar" e até "inverter" a saída de talentos de Cabo Verde, em busca de ensino superior noutros países.

"Eu penso que Cabo Verde apostou, num tempo, na formação dos seus quadros no exterior. Neste momento, o grande desafio da UniCV é garantir qualidade, inclusão social e investir no bem-estar dos seus estudantes".

"Nós temos estudantes de diversos países - Nigéria, Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, São Tomé - e o número está a aumentar. O que nos interessa é o conhecimento circular: não somos contra os estudantes irem estudar fora. Devemos nos preocupar é em garantir qualidade e oportunidades", referiu.

Astrigilda Silveira acredita nos argumentos para fixar estudantes: "Nós vamos convencer pela qualidade, pela criatividade, por sermos uma universidade inclusiva, preocupada com a saúde e o bem-estar, a permanência dos nossos estudantes, os seus resultados e a conclusão e a sua vida académica", concluiu.