Rússia reforça restrições a serviços VPN na Internet após eleições
Pelo menos 10 serviços de redes privadas virtuais (VPN) comunicaram limitações durante a última semana, noticiou hoje a Viorstka no seu canal na plataforma Telegram, também bloqueada na Rússia.
Um dos principais serviços VPN informou os utilizadores na sexta-feira, 25 de setembro, de restrições que provocaram falhas no funcionamento e, em alguns casos, a desconexão total.
"Prevemos que os bloqueios não cessem; por isso, estamos a preparar soluções de contingência para que as próximas vagas de bloqueios nos afetem o menos possível. Outros serviços VPN enfrentam falhas semelhantes", afirmou a empresa numa mensagem aos clientes.

"Desinformação será cada vez mais determinada pela IA"
A IA deixa de ser uma ferramenta operacional e obriga à reconfiguração de toda a cadeia dos media, segundo o relatório do observatório Iberifier Tendências de inovação nos meios de comunicação digitais ibéricos: Cenários da comunicação para 2030.
Lusa | 14:32 - 28/09/2026
A Viorstka não identificou o serviço "por motivos de segurança".
Outro fornecedor de VPN informou que a nova série de bloqueios começou em 21 de setembro, um dia após as eleições, obrigando à substituição de oito servidores em apenas cinco dias.
Outros sete serviços alertaram igualmente para "novas falhas e bloqueios" através dos respetivos canais no Telegram.
Um deles afirmou que o regulador russo das comunicações, Roskomnadzor, bloqueou todos os endereços IP dos seus servidores localizados no estrangeiro.
O presidente da associação representante das empresas que gerem as VPN, Alexéi Kozliuk, afirmou à Viorstka que o aumento das restrições após as eleições era "algo esperado", embora tenha considerado que não se trata de "uma nova onda" de bloqueios.

RSF: Chatbots de IA permitem acesso a conteúdos de desinformação russos
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) avisou hoje que os 'chatbots' de Inteligência Artificial (IA), como o ChatGPT, permitem o acesso a conteúdos de meios de comunicação estatais russos, tidos como instrumentos de desinformação.
Lusa | 18:56 - 02/09/2026
Segundo Kozliuk, a pressão sobre estes serviços "aumentou consideravelmente" desde o início de agosto.
O Governo russo iniciou no final de março uma campanha de restrições na Internet que incluiu medidas destinadas a reduzir a utilização de VPN, serviços que permitem contornar bloqueios e aceder a conteúdos censurados.
Um mês depois, cerca de 20 operadores internacionais de comunicações aderiram a uma medida das autoridades destinada a restringir a largura de banda utilizada por estes serviços.
As restrições à Internet e às redes sociais têm provocado críticas em diferentes setores da sociedade russa, incluindo entre militares, empresários, empreendedores e jovens.

Crise migratória de Ceuta alimenta onda de notícias falsas na Europa
A desinformação sobre alterações climáticas na Europa aumentou em julho e as 'fake news' relativas à crise migratória de Ceuta ensombra agosto, de acordo com o segundo relatório mensal do Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).
Lusa | 13:46 - 26/08/2026