"Se tivesse um filho em época de exames era capaz de estar preocupado"

🗓️ 2026-07-11 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

O ministro da Economia e da Coesão Territorial reconheceu, este sábado, que o processo de correção digital dos exames nacionais "correu mal" e que "causou intranquilidade", mas considerou que "agora está sob controlo" e que "daqui a um ano já ninguém se lembra".

Manuel Castro Almeida admitiu, no entanto, em entrevista à SIC Notícias, que "se tivesse um filho em época de exames era capaz de estar um bocadinho preocupado".

Recorde-se que o processo da correção dos exames nacionais tem estado envolto em polémica e denúncias de falhas do sistema informático e já levou o Governo a mexer no calendário e adiar as datas de afixação das notas da 1.ª fase e da realização da 2.ª fase.

Ainda sobre a questão referiu que "houve um abanão que causou intranquilidade, mas o ministro [da Educação] já veio dizer que está em condições de garantir tranquilidade três dias depois".

"Ora! Um atraso de três dias não é uma coisa desastrosa", assumiu, considerando que "não é uma boa situação" e que "quando as coisas correm mal, correm mal". Mas, para Castro Almeida, "não é nenhum desastre se estão controladas".

"A situação correu mal, mas o ministro está a dominar a situação e garante que três dias depois da data prevista estará resolvido. Daqui a um ano ninguém se lembra disto", apontou ainda.

O processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos deparou-se com falhas que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.ª fase, assim como o calendário das provas da 2.ª fase.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, revelou na passada quinta-feira que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante de que no dia 17 as pautas serão afixadas.

Já durante o dia de hoje, o ministério também informou que "em reconhecimento do esforço e do trabalho suplementar necessário para cumprir os prazos estabelecidos no âmbito do calendário da avaliação externa", foi decidido pelo Governo que "os professores classificadores serão compensados com o pagamento de horas extraordinárias pelo trabalho realizado durante o fim de semana".

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