Seguro: Credibilidade do rating deve estar “ao serviço de uma economia mais produtiva”
A subida do rating da República é uma “excelente notícia” para Portugal mas a credibilidade conquistada deve ser “colocada ao serviço de uma economia mais produtiva, de melhores salários, de serviços públicos fortes”, avisa António José Seguro.
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EscolherDepois de na sexta-feira a Ficht ter elevado a notação financeira da República Financeira de “A” para “A+” com perspetiva estável, o Presidente da República reagiu numa nota publicada no site da Presidência.
“O Presidente da República congratula-se com a decisão da agência Fitch de elevar a notação financeira da República Portuguesa de «A» para «A+», com perspetiva estável. Trata-se de uma excelente notícia para o País e de um importante reconhecimento externo do desempenho de Portugal, resultado de uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos Portugueses e por uma orientação de responsabilidade mantida ao longo de diferentes governos”, considera o António José Seguro.
Embora essa repercussão não seja automática nem imediata, uma melhor notação irá favorecer as condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias, apoiar o investimento e a criação de emprego e permitir que mais recursos públicos sejam dirigidos às necessidades das pessoas.
“Num momento em que as famílias e as empresas receiam um novo agravamento das taxas de juro, o reforço da credibilidade financeira do País contribui para atenuar em Portugal os efeitos de condições internacionais de financiamento mais exigentes“, diz.
Para o Presidente da República esta alteração do rating da República deverá ser convertida na melhoria das condições da economia, mas também das famílias.
“Embora essa repercussão não seja automática nem imediata, uma melhor notação irá favorecer as condições de financiamento do Estado, das empresas e das famílias, apoiar o investimento e a criação de emprego e permitir que mais recursos públicos sejam dirigidos às necessidades das pessoas”, acredita.
“Quando o ano de 2026 vier a ser lido em retrospetiva, esta será seguramente uma das suas notícias económicas mais relevantes. Esta decisão confirma a importância da estabilidade, da previsibilidade e da responsabilidade na condução do País”, aponta.
“A credibilidade conquistada deve ser preservada com responsabilidade e colocada ao serviço de uma economia mais produtiva, de melhores salários, de serviços públicos fortes e de uma sociedade mais justa e coesa, na qual ninguém fique para trás”, alerta.
O que diz o ministro das Finanças
A evolução positiva do rating da República já tinha sido destacada pelo ministro das Finanças, Miranda Sarmento, que classificou a notação como “mais uma grande vitória de Portugal, em particular, quando esta melhoria acontece num contexto geopolítico e económico ainda marcado por incerteza e instabilidade”.
“Se considerarmos as subidas promovidas pela S&P (uma em fevereiro de 2025 de A- para A e outra em agosto de 2025 de A para A+) esta é já a quarta revisão de rating que o país regista nos últimos dois anos”, destaca a tutela. Portugal passa a ter um rating igual ao de França, Bélgica, Estónia, Lituânia, Eslovénia e Malta e “apenas seis países da Zona Euro têm neste momento uma classificação superior”, destacou o Ministério das Finanças em nota enviada às redações.
“O Governo está empenhado em manter este rumo: equilíbrio orçamental e redução da dívida pública, adotando em simultâneo reformas e medidas que aumentem a produtividade e competitividade da economia portuguesa, permitindo atingir mais exportações e crescimento económico”, garante.
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