Sem Abel, sem problema. Palmeiras tem um pé na final da Libertadores
O Palmeiras deu, na madrugada de quarta para quinta-feira, um passo potencialmente 'de gigante' no sentido do apuramento para a final da Taça Libertadores, ao levar a melhor sobre o Fluminense, em pleno Maracanã, por 1-2, no encontro da primeira mão das 'meias', que se revelou rico em emoções.
O Verdão não se deixou afetar pela ausência do treinador português Abel Ferreira, que continua a cumprir castigo, e desfez o nulo num dos últimos lances antes de o árbitro argentino Facundo Tello ter feito soar o apito para o intervalo, por intermédio de Flaco López, que deu o melhor seguimento possível a um cruzamento rasteiro de Joaquín Piquerez.
Aos 84 minutos, Marlon Freitas ampliou a vantagem visitante, na sequência de uma jogada de insistência, mas, já no período de compensação, Wesley Natã aproveitou uma saída em falso por parte do guarda-redes adversário, Carlos Miguel, para marcar, de cabeça, e manter o Tricolor 'vivo' na eliminatória.
Palmeiras e Fluminense seguem, agora, de 'malas e bagagens' rumo ao Nubank Park, no estado brasileiro de São Paulo, onde irão voltar a defrontar-se para decidirem, de uma vez por todas, quem irá seguir em frente, às 01h30 (hora de Portugal Continental) da próxima quinta-feira, dia 22 de outubro.
O vencedor irá medir forças, na final, com o Flamengo (do também luso Leonardo Jardim) ou o Estudiantes, que irão disputar a primeira mão das 'meias' pelas 01h30 de sexta-feira, no Estadio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, e a segunda uma semana depois, precisamente à mesma hora, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Vítor Castanheira queria mais
Sem Abel Ferreira, coube ao treinador-adjunto do Palmeiras, o compatriota Vítor Castanheira, comparecer perante os jornalistas, após o apito final, numa conferência de imprensa na qual não escondeu que preferia ter terminado o embate da primeira mão das meias finais da Taça Libertadores com um 2-0 no marcador.
"Vínhamos com o propósito de fazer um bom resultado, e acho que conseguimos. Sofremos um golo em cima da hora, mas estamos a meio de uma eliminatória, contra uma equipa que joga bem no interior, então, queríamos, principalmente, fechar linhas", começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
"Queríamos, principalmente, fechar linhas. Acho que, nesse quesito, acabámos por ser bem sucedidos. Faltou um bocadinho mais de critério com bola. Nas quatro ou cinco vezes em que acabámos por sair, fomos muito pragmáticos. É uma meia final a duas mãos. Segurança e pragmatismo", prosseguiu.
"Não diria que houve falta de concentração. O desgaste físico é evidente. Tivemos um jogo dois dias antes [vitória no dérbi paulista com o Corinthians, por 4-1], pelo que acaba por haver um desgaste. Tenho de olhar melhor, mas a equipa esteve bem posicionada, não conseguiu evitar o golo e o adversário acabou por fazer melhor", concluiu.
Vítor Castanheira é o 'braço direito' de Abel Ferreira já desde a temporada desportiva de 2014/15, quando começaram a trabalhar juntos, na equipa B do Sporting de Braga. Uma parceria que se prolongou até à equipa principal dos arsenalistas, e, daí, para PAOK e Palmeiras.
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