Setor de serviços tem resultado abaixo do esperado em julho | CNN Brasil
O volume do setor de serviços brasileiro ficou estável em julho na comparação com o mês anterior, resultado abaixo da expectativa de economistas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ante o mesmo período de 2025, o volume de serviços apontou alta de 0,9%, seu 28º resultado positivo consecutivo.
Os resultados ficaram aquém das expectativas de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam crescimento de 0,2% em relação ao mês imediatamente anterior e de 1,1% na base anual.
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Entre os avanços do mês, os principais impactos positivos foram proporcionados pelos serviços de transportes (0,4%), profissionais, adminisrativos e complementares (0,6%), prestados à família (0,5%) e outros serviços (0,7%).
Na outra ponta, os serviços de informação e comunicação foram a única variação negativa do mês analisado, com uma queda de 2,5%.
Em contrapartida, esses mesmos serviços foram o que deram impulso para o volume anual. Na comparação com 2025, informação e comunicação teve um crescimento de 4,6%.
O movimento foi influenciado, principalmente, pelo:
- aumento da receita em telecomunicações;
- desenvolvimento de programas de computador sob encomenda;
- tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet;
- desenvolvimento e licenciamento de softwares;
- atividades de TV aberta;
- e portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet
Serviços profissionais, administrativos e complementares e os prestados às famílias também tiveram crescimento de 2,6% e 2,9%, respectivamente.
No sentido oposto, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e os outros serviços exerceram os únicos impactos negativos. Os serviços cederam 2,7% e 1,6%, na mesma ordem.
Segundo o IBGE, os resultados foram pressionados pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros e rodoviário de cargas, além da logística de transporte de cargas e de serviços financeiros auxiliares.
Das 27 unidades federativas, 14 tiveram retração no volume de serviços no mês de julho. São Paulo foi o local com o maior impacto, cedendo 0,8%. A principal contribuição positiva veio do Paraná, com avanço de 1,9%.
*Com informações da Reuters