Startup muda de estratégia, cresce 250% e mira faturamento de R$ 10 milhões
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Uma mudança de estratégia ajudou a startup brasileira NearX a mais que triplicar seu faturamento em apenas um ano. Criada inicialmente para formar desenvolvedores em tecnologias emergentes, a companhia avançou sobre o mercado corporativo, passou a desenvolver soluções sob medida para empresas e viu a receita saltar de 2 milhões de reais em 2024 para 7 milhões de reais em 2025, alta de 250%. Agora, a meta é chegar a 10 milhões de reais em 2026, o que representaria um crescimento de cerca de 43% em relação ao ano passado.
Fundada em 2020, a NearX começou sua trajetória oferecendo formação para profissionais de tecnologia e já acumula mais de 20 mil alunos. A aproximação com empresas e ecossistemas do setor, porém, levou a companhia a identificar uma nova frente de negócio: desenvolver diretamente as soluções que seus clientes corporativos buscavam implementar.
A mudança ampliou o portfólio para projetos que combinam inteligência artificial, automação, blockchain, Internet das Coisas (IoT) e visão computacional. Em vez de oferecer uma tecnologia específica, a estratégia é partir do problema enfrentado pelo cliente e, a partir dele, definir quais ferramentas devem compor a solução. “Hoje, dificilmente uma empresa procura apenas inteligência artificial ou blockchain. O que ela busca é reduzir custos, automatizar uma operação, integrar sistemas ou melhorar a confiabilidade das informações. A partir desse problema, avaliamos quais tecnologias fazem sentido para a solução”, afirma Caio Mattos, fundador e CEO da NearX.
Entre as demandas recebidas pela startup estão automação de processos, integração de dados, rastreamento de documentos e produtos, identidade digital e desenvolvimento de plataformas financeiras. Na inteligência artificial, os projetos envolvem desde atendimento e análise de dados até classificação de documentos e interpretação de informações em tempo real.
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IA abre uma nova frente de negócios
A expansão da NearX ocorre em meio ao avanço da inteligência artificial dentro das empresas. Para a startup, porém, a maior autonomia dos sistemas também cria uma nova demanda corporativa: acompanhar a origem das informações utilizadas pelas ferramentas e entender como determinados processos e decisões foram executados.
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É nessa etapa que a empresa aposta na combinação entre diferentes tecnologias. Sistemas de IA podem interpretar documentos, analisar grandes volumes de informações e executar tarefas, enquanto outras ferramentas podem ser usadas para criar registros e históricos dessas ações.
O blockchain, por exemplo, é incorporado quando uma operação exige registros verificáveis, compartilhamento de informações entre diferentes organizações ou maior rastreabilidade. “Quanto mais autonomia a inteligência artificial ganha para executar processos, maior se torna a necessidade de saber de onde vieram as informações utilizadas e como determinada decisão foi tomada. O blockchain pode funcionar como uma camada adicional de transparência e integridade”, diz Mattos.
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A transformação do modelo de negócio aconteceu gradualmente. Depois de começar pela educação em 2020, a NearX passou a se aproximar do desenvolvimento de projetos corporativos e hoje conta com cerca de 20 profissionais e escritório em São Paulo.
Segundo a companhia, mais de 20 organizações brasileiras e internacionais já tiveram projetos desenvolvidos pela startup. “Começamos formando profissionais porque existia uma demanda por conhecimento técnico. Hoje, as empresas estão em outra etapa: querem entender como essas tecnologias podem resolver problemas reais da operação e gerar resultado”, afirma Mattos.
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