Surto de gastroenterite leva mais de 400 pessoas ao Hospital da Horta

🗓️ 2026-08-14 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Como é do conhecimento da população da ilha do Faial, estamos a atravessar um período anormalmente elevado daquilo a que habitualmente se chama gastroenterite. Vimos, por isso, alertar para a necessidade de se tomarem alguns cuidados que poderão ajudar a evitar e, quando for o caso, tratar esta situação", alerta o hospital, em comunicado.

Segundo a diretora clínica, Fátima Pinto, a doença provoca, habitualmente, vómitos e diarreias e leva a que as pessoas se sintam "fracas e incomodadas pelos sintomas", que, em situações normais, demoram entre dois e três dias.

"Sugerimos algumas precauções e procedimentos de modo a que, e sem pôr em risco a nossa saúde, se evitem vindas desnecessárias e eventualmente demoradas aos serviços de saúde", alerta a unidade hospitalar.

Evitar o consumo de alimentos que possam estar fora da sua validade ou que se apresentem em estado de conservação duvidosa e lavar frequentemente as mãos com água e sabão, sobretudo depois da utilização da casa de banho, são algumas das recomendações dos profissionais de saúde.

"Em caso de sintomas como febre, vómitos ou diarreia, contacte a linha de Saúde Açores e opte por fazer pausa alimentar, tentar manter uma boa hidratação, utilizando água, chá preto, chá gelado, bebidas do tipo da Coca-Cola, em pequenos goles, de modo a evitar a persistência do vómito", recomenda ainda a direção clínica.

Nos casos em que os pacientes não apresentem vómitos, mas apenas diarreia, deve-se evitar a utilização de medicamentos para combater a diarreia como a loperamida (Imodium R), "não aconselháveis neste tipo de surtos", e não se deve recorrer às urgências hospitalares no imediato.

"Seja paciente e aguarde algumas horas, desde que se sinta minimamente confortável, sabendo que alguns sintomas existem, e apenas em caso de agravamento, aí sim, deverá recorrer aos serviços de saúde", refere o hospital.

No ano passado, no mesmo período (01 de julho a 12 de agosto), a unidade de saúde registou apenas 90 casos de gastroenterite, ou seja, quatro vezes menos do que este ano, reconhecendo que houve, este verão, um "aumento significativo" de situações.

Para já, a diretora clínica diz que ainda não foi identificado o agente causador deste surto.

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