Taxa Euribor sobe a seis e 12 meses. Ações da ASML avançam 3,5% e brilham na Europa
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11h15
Taxa Euribor cai a três meses e sobe a seis e a 12 meses
A Euribor desceu esta terça-feira a três meses e subiu a seis e 12 meses em relação a segunda-feira, a um dia do início da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,475%, continuou abaixo das taxas a seis (2,689%) e a 12 meses (2,918%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,689%, mais 0,002 pontos que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu para 2,918%, mais 0,037 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses baixou, ao ser fixada em 2,475%, menos 0,018 pontos que na segunda-feira, dia em que subiu para um novo máximo desde março de 2025 (2,493%).
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se na quarta-feira e na quinta-feira em Frankfurt e analistas citados pela AFP afirmam que "uma manutenção das taxas diretoras é o cenário mais provável, mas que a opção de uma subida surpresa também está em cima da mesa".
Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.
11h01
Bolsas europeias aproveitam otimismo. Ações da ASML avançam 3,5%
As principais bolsas europeias negoceiam esta terça-feira em terreno positivo, num dia que está a ser marcado por um maior otimismo dos investidores. A alimentar o apetite por ativos de risco estão os preços do petróleo em recuo, o retomar de negociações entre os EUA e o Irão, e ainda a onde de otimismo que vem das praças asiáticas sobretudo ligadas à tecnologia.
Neste contexto, o Stoxx600, índice de referência da Europa, avança 0,37% para os 641,98 pontos.
O setor tecnológico é mesmo o que mais avança no "Velho Continente", depois de as ações ligadas à inteligência artificial terem dado um salto significativo na negociação desta terça-feira na Ásia. O conjunto do setor "tech" europeu avança 1,32%, destacando-se deste grupo a produtora de máquinas de fabrico de chips, a neerlandesa ASML, cujos títulos saltam 3,5% para os 1.574,40 euros.
Já nos resultados por praças, o espanhol IBEX avança 0,37%, o francês CAC40 sobe 0,36%, o alemão DAX valoriza 0,38%, o britânico FTSE valoriza 0,22%, o italiano FTSEMIB está no verde com 0,62%. O português PSI negoceia a esta hora com um avanço de 0,50%.
"O que estamos a observar nesta época de divulgação de resultados é que os investidores estão menos focados em saber se as empresas superam as expectativas e mais na sua capacidade para manter o crescimento no futuro", analisou Santiago Mateo Yanguas, da área de negociação de ações da CaixaBank AM, citado pela Bloomberg.
A nível individual, destaque ainda para os títulos da britânica Mitie Group, que saltam 38% para os 2,09 libras por ação, depois de a empresa britânica ligada ao setor energético ter recebido uma proposta de compra de 3,1 mil milhões de libras da OCS Group.
Apesar do contexto positivo, no qual mais de metade das empresas europeias cotadas que já apresentaram resultados a terem superado as expectativas dos investidores, a guerra no Irão mantém-se como uma "nuvem" a pairar sobre os mercados.
"Se os preços do petróleo e do gás se mantiverem elevados durante, por exemplo, três meses, o BCE terá de subir as taxas de juro, o que constituiria mais um fator negativo para as ações europeias", comenta por seu lado Alexandre Drabowicz, diretor de investimentos da Indosuez Wealth Management.
09h13
Ouro sobe para ser refúgio com queda do petróleo
O ouro está a subir nas negociações, num momento em que os investidores estão a tentar encontrar alternativas à volatilidade dos preços do petróleo e ficam atentos às intenções da Reserva Federal em subir os juros para lidar com os preços mais elevados na economia dos Estados Unidos.
A esta hora, o metal amarelo cresce 1,61% para 4.072,73 dólares por onça. Mas o "bullion" já esteve a negociar, durante a madrugada, muito perto dos 4.080 dólares.
Depois de atingir máximos em fevereiro, o ouro tem vindo a perder nas negociações, em contraciclo com o preço do petróleo. O facto de o conflito já durar há cinco meses está a elevar os preços dos "commodities" utilizados na indústria, aumentando as etiquetas de preço para os consumidores a um nível geral, o que justifica a análise da Reserva Federal norte-americana em aumentar as taxas de juro.
Apesar de um fraco apetite pelo metal amarelo, este tem mostrado sinais de apoio, mantendo as negociações em torno dos quatro mil dólares por onça. Para já, os investidores não estão a captar uma tendência clara sobre o momento do ouro, cujo potencial pode permanecer limitado caso os preços do petróleo não recuem e as expectativas da Reserva Federal não sejam suavizadas.
A caminhar na mesma direção do ouro estão os outros metais preciosos. A prata cresce 4,53% para 58,98 dólares por onça, enquanto a platina sobe 2,53% para 1.635,6 dólares e o paládio avança 2,82% para 1.292,25 dólares a onça.
08h51
Juros da Zona Euro agravam-se em semana de decisão do BCE
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a agravar nesta terça-feira, num dia que está a ser marcado por um maior otimismo dos investidores, face ao retomar das negociações entre os EUA e o Irão, o que potencia a procura por ativos de risco e não tanto por ativos de refúgio, como são exemplo as dívidas soberanas.
Os investidores aguardam também pela reunião do Banco Central Europeu (BCE), que na quinta-feira irá indicar qual o rumo da política monetária da Zona Euro, esperando-se por agora uma manutenção dos juros, enquanto é feita uma avaliação do prolongar do conflito no Médio Oriente.
Neste contexto, as obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a avançar 1,3 pontos-base para uma taxa de 3,164%. Já em França, a subida dos juros é de 1,8 pontos-base para 3,963%. Em Itália também se regista uma subida, de 1,3 pontos-base, para 3,982% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 1,2 pontos para 3,510%. De sublinhar que o país tem de devolver esta terça-feira ao mercado uma linha de obrigações do Tesouro que abriu em julho 2016, enfrentando uma "parede" de dívida de nove mil milhões de euros.
Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem 1,3 pontos-base para 3,619%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 5,032%, registando uma subida ligeira de 0,2 pontos-base. O Reino Unido tem um novo primeiro-ministro, Andy Burnham. O novo líder britânico prometeu ontem fazer "as maiores mudanças dos últimos 40 anos" no Reino Unido. "É preciso que a minha geração de políticos suba o nível e esteja à altura do novo desafio. O Reino Unido precisa de mostrar ao mundo que pode recuperar a sua estabilidade mais uma vez e esse é o nosso desafio: fazer com que a política funcione, funcione melhor", declarou Burnham no seu primeiro discurso oficial enquanto líder do Reino Unido.
08h42
Petróleo recua com possibilidade de negociações entre ataques
O preço do petróleo está a apresentar um ligeiro recuo esta terça-feira, ficando novamente abaixo dos 90 dólares por barril. Apesar dos ânimos continuarem exaltados entre os Estados Unidos e o Irão, com os ataques a manterem-se ativos no Médio Oriente, o facto de terem surgido novas negociações levou a uma descida no petróleo.
A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - desliza 0,41% para 88,85 dólares por barril, apesar de apresentar uma valorização de 21,93% este mês. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - recua 0,82% para 82,55 dólares por barril, sendo que acumula um crescimento de 18,78% este mês. O Brent está a verificar um acréscimo de preço de 46,44% desde o início do ano, enquanto o WTI soma 44,02%.
Os EUA estão a conduzir o seu 10.º dia consecutivo de ataques, com o Irão a responder com ataques de drones e mísseis contra o Kuwait. Inclusivamente, esta troca de ataques levou a que um petroleiro fosse atingido no estreito de Ormuz. Contudo, parece não ter afetado severamente as negociações desta matéria-prima.
O Irão admitiu que os esforços diplomáticos se mantêm para se chegar a bom porto, com os mediadores em conversas para minimizar as hostilidades que têm vindo a ser sentidas ao longo de mais de uma semana.
Os preços do petróleo têm apresentado uma elevada volatilidade, sendo que na segunda-feira os Houthis ameaçaram bloquear o tráfego marítimo da Arábia Saudita no Mar Vermelho, sendo que é esta rota que permite que o reino exporte milhões de barris de crude, em alternativa a Ormuz. “Se houver uma interrupção na infraestrutura, principalmente nas rotas de navegação, isso pode causar um aumento acentuado nos preços do petróleo", apontou Rob Thummel, gestor de portefólio da Tortoise Capital LLC, citado pela Bloomberg, acrescentando que o inventário disponível tem vindo a ser reduzido.
08h29
Dólar negoceia estável, libra reforça posições
O mercado cambial negoceia esta terça-feira sem grandes catalisadores, num dia em que os mercados continuam a avaliar o retomar das negociações entre os EUA e o Irão, e "digerem" a chegada de Andy Burnham ao n.º 10 de Downing Street para assumir a liderança do Governo britânico.
Neste contexto, o índice do dólar americano da Bloomberg (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, recua ligeiros 0,04% para os 100,9040 pontos.
O novo líder britânico prometeu ontem fazer "as maiores mudanças dos últimos 40 anos" no Reino Unido. "É preciso que a minha geração de políticos suba o nível e esteja à altura do novo desafio. O Reino Unido precisa de mostrar ao mundo que pode recuperar a sua estabilidade mais uma vez e esse é o nosso desafio: fazer com que a política funcione, funcione melhor", declarou Burnham no seu primeiro discurso oficial enquanto líder do Reino Unido.
A nomeação de John Healey para o cargo de ministro das Finanças (Chancellor of the Exchequer) está a dar força às teses de que o Reino Unido vai aumentar os gastos com a área da Defesa.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,06% para 1,1421 dólares e a libra também segue a avançar 0,14% para 1,3450 dólares. O dólar também recua 0,04% para 0,8098 francos suíços. O dólar avança subtis 0,01% face à divisa japonesa, para 162,52 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro cede 0,08% para 0,8482 libras e valoriza 0,08% para 185,62 ienes.
07h44
Bolsas asiáticas dão "salto" com investidores a regressarem às ações de tecnologia
As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta terça-feira em alta significativa, com os investidores a mostrarem novamente um sentimento positivo relativamente às ações mais ligadas à tecnologia e à inteligência artificial (IA). O recuo do petróleo registado nesta segunda-feira e a sinalização de que os EUA e o Irão mantêm as negociações em aberto também ajudaram a aliviar pressão sobre os mercados bolsistas.
O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu 2,4% nesta terça-feira, capitalizando com a aposta dos investidores no setor tecnológico.
Neste contexto, o sul-coreano Kospi fechou a sessão a valorizar 3,56% para os 6.747,95 pontos, com a Samsung Electronics a disparar 6,76%, enquanto a SK Hynix valorizou 4,93%. O "vizinho" taiwanês TWSE terminou a sessão a valorizar 4,20% para os 44.232,87 pontos, com as ações da fabricante de chips TSMC a subirem 3,88%.
"O mercado á passou por uma correção bastante significativa", analisa Ikuo Mitsui, da área de gestão de fundos na Aizawa Securities. "Ao mesmo tempo, os resultados das empresas têm-se mantido relativamente sólidos e revelaram-se mais resilientes do que era esperado", acrescentou à agência de notícias financeiras Bloomberg.
Nas praças que pelas 07:40 horas ainda não estavam encerradas, destaque para os índices japoneses, que regressaram esta terça-feira à negociação, depois de ontem ter sido feriado e terem estado encerradas. O Nikkei 225 valorizava 3,29%, enquanto o Topix avançava mais de 2%, ultrapassando a fasquia dos 4.000 pontos.
Pela China, onde os índices estão menos expostos a fortes variações relacionadas coma tecnologia, o Hang Seng negociava ligeiramente acima da linha de água (0,08%), enquanto o Shanghai Composite subia mais expressivos 1.59%.
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