Tempo continuará quente, mas "não se prevê" onda de calor "a curto prazo"
Perante as “condições meteorológicas extremamente adversas” que têm assolado países como Espanha e França, nas últimas semanas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) esclareceu, esta terça-feira, que Portugal tem sido poupado pela “influência de depressões ou vales depressionários em altitude”, ainda que as temperaturas continuem elevadas. Aliás, o organismo não “prevê a curto prazo (pelo menos na próxima semana) nenhum episódio excecional de tempo quente em Portugal”.
“Nas últimas semanas, a região do Mediterrâneo, devido à influência de uma crista anticiclónica e o transporte de uma massa de ar muito quente e seco com origem no norte de África, a temperatura do ar tem registado valores muito elevados, prevendo-se que continue nos próximos dias”, contextualizou, num comunicado divulgado nas redes sociais.
A instituição complementou, inclusive, que “a persistência deste padrão meteorológico por várias semanas fará com que este mês de julho termine com anomalias positivas da temperatura muito significativas na região”, sendo que “tais condições meteorológicas extremamente adversas têm contribuído para a ocorrência de incêndios rurais de grande dimensão em países como Espanha e França”.
Apesar do tempo quente que se faz sentir, Portugal tem sido poupado a fenómenos de calor mais extremos devido à “influência de depressões ou vales depressionários em altitude entre os Açores e a Península Ibérica e o consequente transporte de massas de ar com origem marítima sobre o continente, mais amenas e húmidas”, que não têm “permitido valores muito elevados de temperatura nas últimas semanas, com exceção da primeira semana do mês”.
Não obstante também a “subida de temperatura registada no início desta semana, o padrão deverá ser semelhante nos próximos dias”, esperando-se até que no litoral oeste a temperatura desça esta terça-feira. No entanto, prevê-se que os valores entre 35 e 40ºC se mantenham no interior.
Acresce que, “apesar da continuação de dias quentes no interior nos próximos dias, não está previsto que Portugal continental entre em onda de calor”, uma vez que não se cumpre “a condição de temperaturas máximas 5ºC acima do normal durante pelo menos seis dias consecutivos”.
“Não se prevê a curto prazo (pelo menos na próxima semana) nenhum episódio excecional de tempo quente em Portugal. A temperatura do ar está acima da normal climatológica em grande parte do território, mas com valores habituais para a época do ano”, acrescentou o IPMA.
Recorde-se que todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo, exceto Faro, podendo o tempo quente manter-se até quarta-feira em Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco e Portalegre.
Os distritos do Porto, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão ficar sob aviso amarelo apenas até às 18h00 de hoje.
O aviso amarelo, que é o menos grave, é emitido quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
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