Convenções começam com Flávio fragilizado; veja vídeo - 23/07/2026 - Painel - Folha
Terminou a Copa do Mundo, começa agora outra disputa, também com muita torcida e algumas caneladas, a das convenções partidárias.
Tem até um argentino no meio, que dessa vez não é o Messi, mas o presidente Javier Milei, convidado de honra da convenção do Flávio Bolsonaro, que acontece neste sábado em São Paulo.
As convenções são uma exigência da lei eleitoral para oficializar as candidaturas. Elas se concentram num período de 15 dias, que começou na última segunda-feira e termina em 5 de agosto. Teremos portanto um congestionamento destes eventos nos próximos dias.
Flávio chega na convenção dele desfalcado e se recuperando de uma série de contusões, a maioria por culpa dele mesmo. A última bola fora foi a crítica às urnas eletrônicas, o que jogou por terra grande parte do esforço que ele vem fazendo para se mostrar moderado e diferente do pai, Jair Bolsonaro.
A briga pública dele com a Michelle Bolsonaro, apesar da trégua acertada nesta quinta-feira (23), também abalou muito a campanha, e ele ainda sofre os efeitos das relações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ninguém sabe o que mais pode aparecer de comprometedor.
O resultado é que o Flávio ficou isolado, sem apoio de nenhum partido além do PL, nem definição de vice. Há desconfiança inclusive de que ele pode levar cartão vermelho e ser substituído como candidato.
No dia seguinte, domingo, acontece a convenção de Ronaldo Caiado, do PSD. O ex-governador busca crescer no vácuo dos problemas de Flávio e se consolidar como o único candidato que tem condições de derrotar Lula no segundo turno. Mas Caiado ainda está longe de empolgar, e vem pontuando baixo nas pesquisas.
No outro final de semana, é a vez do Lula fazer a sua convenção. Ele também enfrenta alguns problemas, com disputas de espaço na campanha e uma certa desorganização na área da comunicação. Mas nada que se compare à crise vivida por Flávio.
O presidente aposta alto no discurso da defesa da soberania nacional e nos ataques a Flávio como traidor da pátria, por ter estimulado o tarifaço do Donald Trump contra o Brasil.
No dia 16 de agosto, começa a campanha oficialmente, e no fim do mês que vem, o horário eleitoral de rádio e TV.
A estratégia de Lula e do PT é aproveitar o derretimento de Flávio para tentar levantar a taça já no primeiro turno, já que no segundo o cenário é mais apertado.
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