Tóquio vai ter o primeiro serviço de robotáxis do Japão em 2027
A data oficial de início será determinada apenas após confirmação da segurança e obtenção de todas as licenças e autorizações exigidas pela regulamentação japonesa
O primeiro serviço de robotáxis do Japão será lançado na capital do país em 2027, anunciou esta terça-feira a Waymo, empresa de condução autónoma da norte‑americana Alphabet, juntamente com a operadora Go e a companhia de táxis Nihon Kotsu.
As empresas explicaram em comunicado conjunto que, com base neste acordo para a comercialização de táxis autónomos, começarão com uma frota inicial que será gradualmente ampliada até atingir cerca de uma centena de veículos nos principais bairros de Tóquio.
Este objetivo surge depois de as três companhias terem realizado testes em vias públicas de sete distritos da capital desde 2025, adaptando a tecnologia de condução autónoma ao ambiente rodoviário da cidade. Estes testes, com supervisão humana a bordo, “estão a decorrer sem problemas”, confirmaram.
A data oficial de início será determinada apenas após confirmação da segurança e obtenção de todas as licenças e autorizações exigidas pela regulamentação japonesa.
A codiretora executiva da Waymo, Tekedra Mawakana, afirmou que a empresa, que realiza mais de meio milhão de viagens semanais, demonstrou ser “mais de 15 vezes mais segura do que os condutores humanos”. “A expansão para Tóquio representa o próximo passo”, declarou.
O presidente da Go, Hiroshi Nakajima, sublinhou que desde o anúncio da colaboração, no final de 2024, têm “avançado de forma constante”, enquanto o da Nihon Kotsu, Yasuharu Wakabayashi, disse estar convencido de que a iniciativa “representa uma oportunidade crucial”.
Atualmente, circulam no Japão veículos automatizados como autocarros ou comboios em rotas fixas, enquanto os robotáxis destas três empresas têm estado nas ruas de Tóquio apenas em fase de teste, sem possibilidade de serem parados ou solicitados através de aplicações.
Na corrida pelos táxis autónomos, já presentes em várias cidades dos Estados Unidos e da China, outras empresas também avançaram com projetos, como a aliança da Nissan com a Uber e a britânica Wayve, que anunciaram recentemente um programa‑piloto para o final do ano, ainda sem informação sobre a comercialização.