Tracking Poll: IRS e pensões não salvam Governo. AD em queda, PS e Chega sobem
Semana da moção de censura veio acompanhada de um anúncio de alívio fiscal ainda este ano, mas os partidos que apoiam o Governo continuam a cair nas intenções de voto. Quem votou contra a moção de censura também beneficiou
O anúncio de um corte no IRS e de um novo bónus para os pensionistas parece não ter sido suficiente para o Governo ver a sua popularidade subir.
De acordo com a segunda semana da Tracking Poll feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI e semanário Nascer do Sol, a AD volta a descer nas intenções de voto, afastando-se ainda mais do topo, até porque PS e Chega confirmam uma tendência de crescimento.
O trabalho de campo já inclui a semana de 7 de setembro, donde já incorpora o impacto do anúncio feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no dia da moção de censura apresentada pelo Chega.
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A AD apresenta agora uma intenção de voto de 24,3%, uma queda de 1,4 pontos percentuais face à semana passada e uma votação muito mais baixa do que a que obteve nas eleições legislativas de 2025, que foi de 31,21%.
Em sentido contrário, PS e Chega parecem continuar a capitalizar um momento aparentemente menos popular do Governo. Os socialistas crescem 0,7 pontos percentuais para 28,6%, enquanto o partido liderado por André Ventura sobe 0,5 pontos para 27,6%.
Tendo em conta a margem de erro os três partidos estão em empate técnico, mas começa a cavar-se uma distância de PS e chega para a AD.
Moção de censura faz a diferença?
A segunda edição da Tracking Poll semanal da CNN Portugal traz também boas notícias para Iniciativa Liberal e Livre, os únicos abaixo dos três grandes que conseguem subir de uma semana para a outra.
Curiosamente, estes foram os partidos que, juntamente com PSD e CDS - o PAN também votou contra, mas não vê a intenção de voto sair dos 1,3% que já tinha na semana passada -, votaram contra a moção de censura apresentada pelo Chega por causa da continuidade de Luís Neves como ministro da Administração Interna.
O partido liderado por Mariana Leitão sobe para 6,7%, crescendo 0,6 pontos percentuais numa semana, enquanto o partido liderado por Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto cresce 0,2 pontos percentuais para 4,2%.
Em sentido contrário, CDU e Bloco de Esquerda, que se abstiveram na moção de censura, têm quedas na intenção de voto.
Menos grave para os comunistas, que descem 0,1 pontos percentuais, para 2,3%, mas mais preocupante para os bloquistas, que continuam uma rota descendente e já só têm 1,4% das intenções de voto, depois de terem caído 0,8 pontos percentuais.
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Ficha técnica
A Pitagórica realiza para a TVI, CNN Portugal e O SOL uma sondagem de acompanhamento semanal (tracking poll), destinada a avaliar de forma contínua a opinião dos eleitores portugueses sobre a atualidade política nacional, nomeadamente a intenção de voto nas eleições legislativas, a aprovação do Governo, a avaliação das lideranças partidárias e outros temas relevantes.
A amostra de cada publicação é constituída por 804 entrevistas, representativas do universo eleitoral português em termos de género, idade e região. A amostra inicial foi recolhida ao longo de quatro semanas, com 201 entrevistas por semana:
• semana de 17 de agosto de 2026: 201 entrevistas;
• semana de 24 de agosto de 2026: 201 entrevistas;
• semana de 31 de agosto de 2026: 201 entrevistas;
• semana de 7 de setembro de 2026: 201 entrevistas.
Posteriormente, o estudo funciona através de uma amostra móvel: todas as semanas são incorporadas 201 novas entrevistas e retiradas as 201 entrevistas mais antigas, mantendo-se uma base de 804 entrevistas. Este modelo permite acompanhar continuamente a evolução da intenção de voto e dos restantes indicadores avaliados.
Para uma amostra de 804 entrevistas, considerando uma população infinita, um nível de confiança de 95,5% e p=0,5, a margem de erro máxima é de ±3,53%. A seleção dos entrevistados é realizada através da geração aleatória de números de telemóvel, respeitando a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário, são também selecionados aleatoriamente números de telefone fixo.
Foram realizadas 1.531 tentativas de contacto, para alcançarmos 804 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 52,51%.
As entrevistas são realizadas por telefone através do sistema CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing. A distribuição dos indecisos é efetuada de forma proporcional.
A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa e os resultados são depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, para consulta online.