Tracking Poll: PS e Chega dão salto. AD nunca esteve tão longe do topo

🗓️ 2026-10-15 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Apesar de o empate técnico a três ainda se manter, a distância da coligação que suporta o Governo para os dois partidos do topo começa a aumentar

Depois de na semana passada os três principais partidos portugueses terem caído nas intenções de voto dos portugueses, o cenário inverte-se, pelo menos para a oposição, com o PS a ter agora uma diferença de 5,4% para a AD. O Chega também cresce 0,6 pontos percentuais e mantém-se no segundo lugar das preferências dos eleitores inquiridos, com uma diferença de 0,4 pontos percentuais para os socialistas e mais 5% do que a coligação liderada por Luís Montenegro.

De acordo com a sondagem da da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal e semanário SOL, o partido de José Luís Carneiro consolida a liderança com 28,3%, seguindo-se o Chega com 27,9% e, na terceira posição, a AD com 22,9%. Ainda assim, os três partidos continuam em empate técnico, tendo em conta a margem de erro de ±3,53%.

Entre os restantes partidos, a IL e o Livre sobem nas intenções de voto com aumentos de 0,1 e 0,4 pontos percentuais, respetivamente, correspondendo a 6,8% e 3,1%. Em contraponto, a CDU perde 0,2 pontos percentuais e passa a ter 2,6%. BE e PAN mantêm-se nos 1,7% e 1,0%, respetivamente.

Taxa de aprovação do Governo cai para 34%

Em concordância com a quebra nas intenções de voto na AD, a taxa de aprovação do Governo caiu 1%, atingido agora os 34%. Para agravar a situação do Executivo, 59% dos inquiridos diz abertamente que desaprova a atuação dos escolhidos de Luís Montenegro, tal como já acontecia na última análise. Apesar da tendência, 62% dos eleitores inquiridos acreditam que o Governo vai chegar ao fim da legislatura, sendo que apenas 33% responde em sentido contrário.

Quando a pergunta se centra no próprio primeiro-ministro, a taxa de aprovação diminui para os 33%, uma redução de dois pontos percentuais. A Tracking Poll CNN Portugal regista ainda um aumento de um ponto percentual, para 62%, da taxa de desaprovação de Luís Montenegro.

Quando questionados sobre quem seria o melhor primeiro-ministro para Portugal, 33,1% dos inquiridos mantém a confiança em Luís Montenegro, seguindo-se José Luís Carneiro com 31,0% e André Ventura com 20,3%.

Em semana de privatização da TAP, Miranda Sarmento mantém-se como ministro preferido

Numa semana em que foi um dos rostos do anúncio da privatização de 49,9% da TAP, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, prossegue como o "melhor ministro" aos olhos dos portugueses, com 12,3%, um aumento de 0,7 pontos percentuais face à última análise.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, segura a segunda posição do ranking de ministros com melhor avaliação com 10%, mas com uma quebra de 1,6% face à última análise. 

Apesar dos preços dos combustíveis continuarem a ser uma das principais queixas dos eleitores, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, permanece no terceiro lugar do pódio com 9,9%, menos 0,3 pontos percentuais do que há uma semana.

Em sentido oposto, o título de "pior ministra" do Governo de Luís Montenegro, com -33,7%, continua a pertencer a Ana Paula Martins, responsável pela pasta da Saúde.

Na mesma semana em que arrancou a CPI ao ministro da Administração Interna, Luís Neves arrecada novamente o lugar de segundo ministro com pior avalição, com -27,1%. Ambos tiveram uma melhoria de 1,3% e 2,7% desde a última análise.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, também continua no terceiro lugar deste ranking, sendo que desceu mais 3,4 pontos percentuais, fixando-se agora nos -14,7%.

Questionados sobre se Portugal está a caminhar na direção correta, 58% acredita que não, enquanto 34% defende que o país está a ser bem governado.

A taxa de aprovação do Presidente da República cresceu um ponto percentual, para os 69%, sendo que 20% das respostas desaprovam a presidência de António José Seguro.

Por fim, há um ponto que reúne consenso entre a esmagadora maioria dos inquiridos: o preço dos combustíveis. De acordo com 83% dos inquiridos, o Governo deve reduzir temporariamente os impostos sobre os combustíveis fósseis, sendo que apenas 14% entende que esta poderia ser uma medida contraproducente.

Ficha Técnica

A Pitagórica realiza para a TVI, CNN Portugal e O SOL uma sondagem de acompanhamento semanal (tracking poll), destinada a avaliar de forma contínua a opinião dos eleitores portugueses sobre a atualidade política nacional, nomeadamente a intenção de voto nas eleições legislativas, a aprovação do Governo, a avaliação das lideranças partidárias e outros temas relevantes.

A amostra de cada publicação é constituída por 804 entrevistas, representativas do universo eleitoral português em termos de género, idade e região. A amostra inicial foi recolhida ao longo de quatro semanas, com 201 entrevistas por semana:

  • semana de 14 de setembro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 21 de setembro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 28 de setembro de 2026: 201 entrevistas.
  • semana de 5 de outubro de 2026: 201 entrevistas.

Posteriormente, o estudo funciona através de uma amostra móvel: todas as semanas são incorporadas 201 novas entrevistas e retiradas as 201 entrevistas mais antigas, mantendo-se uma base de 804 entrevistas. Este modelo permite acompanhar continuamente a evolução da intenção de voto e dos restantes indicadores avaliados.

Para uma amostra de 804 entrevistas, considerando uma população infinita, um nível de confiança de 95,5% e p=0,5, a margem de erro máxima é de ±3,53%. A seleção dos entrevistados é realizada através da geração aleatória de números de telemóvel, respeitando a proporção dos três principais operadores móveis. Sempre que necessário, são também selecionados aleatoriamente números de telefone fixo.

Foram realizadas 1.590 tentativas de contacto, para alcançarmos 804 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 50,57%.

As entrevistas são realizadas por telefone através do sistema CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing. A distribuição dos indecisos é efetuada de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa e os resultados são depositados junto da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, para consulta online.