Trump ameaça atacar centrais elétricas e pontes iranianas
"A situação vai ser muito má para eles, porque na próxima semana serão as centrais elétricas. Na próxima semana serão as pontes", a não ser que os iranianos "se sentem à mesa das negociações", frisou o republicano na estação Fox News.
Questionado sobre a duração dos ataques norte-americanos, Donald Trump garantiu: "Vão continuar até que eu diga que já chega".
Trump frisou que não deseja negociar com o Irão neste momento, embora tenha revelado que representantes de ambos os países mantiveram conversações esta terça-feira e assegurado que Teerão continua a procurar um acordo com Washington.
Na entrevista, Trump afirmou ainda que os Estados Unidos poderiam voltar a atacar uma instalação nuclear iraniana, se considerassem necessário.
Comentando imagens de satélite que, segundo o entrevistador, mostravam obras em curso num destes complexos após bombardeamentos anteriores, o chefe de Estado norte-americano afirmou que o Irão tinha selado alguns pontos de acesso com betão, mas alertou que Washington poderia causar "danos enormes" no local "em questão de minutos".
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão na terça-feira à noite e retomaram o bloqueio aos seus portos.
Donald Trump, no entanto, absteve-se de impor tarifas aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, o epicentro do conflito.
O retomar deste bloqueio marítimo às 21:00 de terça-feira (hora de Lisboa), bem como os bombardeamentos a uma escala sem precedentes desde o cessar-fogo em abril, minam os esforços diplomáticos para viabilizar o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.
Na mesma entrevista, o Presidente defendeu ainda o bloqueio norte-americano aos portos iranianos e reiterou que o estreito de Ormuz continua aberto ao tráfego marítimo internacional, embora "fechado ao Irão, tanto à entrada como à saída".
Classificou ainda os anteriores líderes iranianos como maus e disse que, embora a atual liderança também inclua "pessoas muito más", são elas que, na sua opinião, estão a impedir um possível acordo.
Leia Também: Washington reforça sanções e visa transporte de petróleo iraniano